Pequenas mudanças, grandes diferenças

28 fevereiro 2013

Uma das grandes diferenças que noto, nesta fase pós-minimalista (será que posso chamar assim?) é que agora arrumo logo tudo o que desarrumo, por exemplo, após as refeições ou após cozinhar. Antes, nem sempre era assim... Agora, nem sequer penso no que tenho que fazer. Faço e já está! Antes ia adiando a tarefa, sentava-me no sofá a ver tv, ou navegava na net... e depois era muito mais difícil fazer o que quer que fosse! O facto de "parar" fazia-me perder muita energia, depois ficava cheia de sono e não me apetecia fazer nada! O melhor mesmo é relaxar no fim, pois aí sim estamos efectivamente a relaxar!

Acho que isso foi uma das coisas que melhorou imenso com o minimalismo. Faço imensa coisa de forma automática e isso é muito bom! Quando digo de forma automática, não quero dizer que não penso no que estou a fazer ou que não pratico o mindfulness. Simplesmente não penso antes de começar, se me apetece ou não, se faço agora ou se faço mais tarde... Faço e só penso depois! E sinto-me tão bem no final! Sinto que agora consigo fazer mais e melhor! O mesmo acontece com o acordar cedo de manhã. Nem devemos permitir que a cabeça se ponha a pensar, levantamo-nos logo e pronto!

Outra questão relacionada com isto prende-se com as inúmeras decisões que temos que tomar ao longo do dia. Decisões essas que consomem tempo e energia. Uma solução para isto? Automatizar o máximo possível!

Quando li o artigo que saiu na Vanity Fair sobre o Presidente Obama guardei estas palavras pois identifiquei-me totalmente:
“I’m trying to pare down decisions. I don’t want to make decisions about what I’m eating or wearing. Because I have too many other decisions to make. You need to focus your decision-making energy. You need to routinize yourself. You can’t be going through the day distracted by trivia.”

Ao eliminarmos pequenas decisões ou decisões rotineiras, estamos a ganhar energia e foco para outras decisões mais importantes!
Por exemplo, para os almoços faço quase sempre a mesma coisa, a base é sempre a mesma: massa. Costumo variar a massa, mas assim já sei que é massa e é só escolher uma. Quanto ao acompanhamento é simples: legumes e/ou soja ou tofu. O importante é que tenha todos os nutrientes necessários. Por exemplo, combinando uma leguminosa (lentilha, ervilha, grão-de-bico) com cereal (massa) estou a obter proteína.

O mesmo acontece com o exercício físico: deixo a roupa preparada.
A roupa para usar no dia-a-dia também fica geralmente preparada no dia anterior. Neste caso gasto na mesma tempo a decidir, só que faço-o no dia anterior. Então como simplifiquei esta decisão? Com o projecto 333. Agora é muito mais fácil decidir o que vestir!

Isto pode-se adaptar a quase todas as áreas da nossa vida.
Resumindo, o melhor mesmo é simplificar e automatizar o máximo de tarefas:

1.º Simplificamos o máximo possível: será isto realmente necessário? Posso eliminar esta tarefa? Posso simplificá-la (fazer de outra forma, utilizar menos recursos)? Posso juntá-la com outra tarefa? 

2.º Criamos novos hábitos / novas rotinas (se for necessário) e adaptamos o que for necessário

3.º Automatizamos: preparamos tudo antes de forma a que a nossa mente nem tenha oportunidade de pensar (leia-se fugir) na (da) tarefa. 

Não esquecer: modo automático não é sem pensar! 
Devemos praticar o mindfulness e fazer tudo calmamente, saboreando o momento :)

O desapego

26 fevereiro 2013

Alguns meses depois de ter começado a minimalizar (a minha casa e a minha vida), senti que uma das grandes mudanças estava relacionada com o desapego às coisas, aos objectos.

Antes, quando algo lá em casa se partia ou se estragava ficava furiosa (quer fosse comigo ou com os outros), não tolerava que nada acontecesse pois era muito agarrada às coisas! 

Tudo aquilo que tinha em casa (e que ainda tenho) foi comprado com muita dedicação e quase tudo foi um grande investimento. Quisemos comprar coisas de qualidade para não termos que estar a trocar mais tarde... Uma coisa é mudar as cortinas, as almofadas... Outra bem diferente é mudar os móveis! Quando gosto mesmo de algo não me canso e por isso, mesmo que algum dia mudemos de casa, “vai tudo connosco”. Portanto, a decoração foi pensada, discutida e nada foi comprado ao acaso (estou a falar das coisas maiores claro).

Então sempre que algo se estragava custava-me muito e ficava triste! E por isso é que sempre disse que não podia ter animais em casa...

Hoje, continuo a gostar muito da minha casa e de tudo o que escolhemos, mas acho ridículo dar tamanha importância às coisas! São só coisas, mesmo! Podem ser caras, posso não voltar a encontrar algo igual, mas são substituíveis (coisas parecidas há sempre!) (as pessoas é que não se substituem!).

Esse desapego às coisas tomou mesmo conta de mim e alastrou-se a tudo o resto... roupas, calçado, televisão (sim porque antes eu não me imaginava a viver sem determinados canais! Hoje ainda tenho os mesmos canais, mas não por minha decisão, e vejo mesmo muito pouca televisão... portanto vivia bem sem ela), livros, cds/dvds, coisas que guardava de recordação, o ipod, computadores... sei lá, tudo e mais alguma coisa!

Uma altura fiz o seguinte exercício (vi num blog qualquer): “se tivesses que ir para o estrangeiro e tivesses muito pouco tempo para decidir o que levar, o que levavas?”

E por incrível que pareça foi muito fácil decidir! Não ia sem: a pessoa que amo, algumas roupas (foi muito fácil escolher as preferidas) e um computador (sobretudo para falar com a família, pois o resto pode-se fazer em qualquer sítio com computador e internet). Claro que para o estrangeiro não ia levar a mobília! Mas na altura pensei que se tivesse que ir viver para outro sítio ou se tivesse que mudar de casa e não pudesse levar a maior parte das coisas, o faria sem problemas. Já sei que imaginar é muito mais fácil do que efectivamente passar pela experiência, mas a verdade é que antes nem imaginar conseguia. Não conseguia simplesmente! Agora sei que o que faz uma casa não são as coisas, mas as pessoas que lá vivem!

Não tenho animais, mas sempre quis muito ter. Sempre achei que nunca poderia ter, pois nunca iria estar descansada, sempre a pensar que a qualquer momento algo poderia estragar-se (é giro como ao escrever me sinto paranóica mas eu era mesmo assim!!).
Sempre tive gatos e nunca fui assim, pois as casas não eram minhas! Quando a casa é nossa as coisas mudam um bocadinho...

A verdade é que agora estou mais do que preparada para ter animais. A minha casa nunca esteve tão vazia e eu estou completamente desligada das coisas! Agora só me ligo a pessoas e a momentos :) E isso é uma libertação enorme! (adeus stress, olá desapego!)

Férias minimalistas

22 fevereiro 2013

Nas férias do verão passado, decidi que tinha que pôr os conhecimentos minimalistas em prática, pois ainda não tinha tido essa oportunidade.
Como sabia que íamos andar muito a pé, tinha mesmo que levar o mínimo de peso possível.

Então assim fiz:
  • levei pouca roupa e toda dos mesmos tons (assim tudo combinava com tudo) - algumas peças foram usadas várias vezes (partes de baixo) e só levei um casaco (sei que ainda podia ter levado menos roupa se quisesse lavar alguma no hotel, mas nesta viagem isso ainda não foi necessário, talvez o faça numa viagem pela Europa de mochila às costas :))
  • não levei bijuteria nem relógio (afinal férias é sinónimo de descanso total, sem pressas)
  • levei apenas metade das meias e roupa interior que seria necessário, pois fui lavando à medida que precisava (com o calor que estava secava tudo num instante! Aproveitava para lavar quando ia tomar banho por isso não custou nada)
  • levei apenas uma mala que usava todos os dias (queria mesmo uma mochila mas não tinha)
  • não levei carteira com documentos, levei apenas o cartão de cidadão, a carta de condução e o cartão Multibanco e coloquei tudo num pequeno bolso da mala
  • quanto ao calçado levei apenas 2 pares: umas sapatilhas/ténis para usar durante todo o dia (que ficaram bem sujas!) e umas sandálias para usar à noite

Foi super rápido fazer a mala e também foi super fácil desfazê-la e lavar toda a roupa quando cheguei a casa!
Quanto aos produtos de higiene, também tentei levar o mínimo e usei embalagens pequenas (que guardo apenas para usar em viagens). Não precisei de levar champô, gel de banho e secador, pois o hotel tinha.
Todas as minhas coisas couberam na mala de viagem mais pequena que tenho. Foi óptimo!
Venham mais férias assim para voltar a pôr estes conhecimentos em prática ou quem sabe ir até mais além...




Longe da vista, longe do coração

21 fevereiro 2013

No que ao destralhar diz respeito, este velho provérbio aplica-se na perfeição.

Na maior das vezes, a regra "se já não uso há mais do ano é porque não preciso" é verdadeira. No entanto, às vezes não temos bem a certeza e não queremos tomar uma decisão precipitada. Outras vezes, até é usado mas pode não fazer assim tanta falta...

Por isso, quando me custa livrar-me de algo ou quando ainda não estou preparada para tomar uma decisão, faço uma coisa simples: guardo!
E a mesma dica funciona quando alguém da família tem alguma relutância em livrar-se de algo "Porque eu uso muito, porque faz falta, etc.". Às vezes não faz nada falta, só que só descobrimos isso quando a tal coisa "está longe da vista"!
Então quando é assim, das duas uma, ou guardo ou dou-lhe outro uso (esta justificação parece sempre mais válida, não é?).
Como dou um novo uso à coisa, vamo-nos desabituando de a usar, pelo menos para aquele fim, portanto na prática é quase o mesmo que guardar.
Ao fim de algum tempo, já podem imaginar o que acontece: adeus coisas! (sim porque na maior parte das vezes quando nos desabituamos deixamos mesmo de sentir a sua falta!)

Exemplo: lembram-se do cesto da roupa suja? Pois é, há muito que me queria livrar dele, pois ocupa demasiado espaço, mas fui adiando pois o cesto estava a ser usado... O companheiro também sempre achou que o cesto era útil e não se queria livrar dele. Então o que fiz: precisei do cesto para outra coisa e disse-lhe para passar a colocar a roupa suja directamente na máquina (até porque assim facilita o trabalho, pois é só colocar a máquina a lavar).

Para já não temos sentido mesmo a falta do cesto! Se sentirmos, obviamente que volto a usá-lo, mas se continuarmos bem sem ele, durante um mês, vou dá-lo (até porque o novo uso que lhe dei é temporário, foi só para guardar algumas coisas que ainda não foram arrumadas).

Hoje em dia, temos cada vez mais "necessidades" que na realidade não são assim tão "necessárias" e portanto nada melhor do que nos habituarmos a viver sem elas. Só assim poderemos realmente perceber se são necessidades ou simplesmente hábitos/dependências.

O minimalismo permite justamente transpor estes exemplos (como o do cesto) para a nossa vida e aí sim é quando vale realmente a pena analisar porque fazemos uma coisa de determinada maneira ou, em última instância, porquê que a fazemos (será que conseguimos viver mesmo sem ela?).

É esta reflexão que o minimalismo nos proporciona e que tão bem faz ao nosso ser!

Como me livrar de 2013 coisas!

19 fevereiro 2013

Desafio: livrar-me (dar, reciclar, vender...) de 2013 coisas durante este ano.
Data de fim: 31 de Dezembro de 2013

Minimizar / simplificar é uma viagem sem fim. Podemos fazê-la devagar, a correr, de carro ou de avião e nunca encontramos o fim. Há sempre algo mais que podemos fazer, há sempre novas perspectivas sobre como vemos as coisas, até porque a nossa vida também não é sempre igual.
Além disso quando se começa esta viagem, isso torna-se viciante e nunca mais queremos parar!

Apesar de achar que já me livrei de muita coisa, sei que ainda me posso livrar de muito mais, mas na altura em que vi este desafio da Brooke McAlary achei que nunca seria capaz de fazê-lo! Depois vi este post da Linda e como no fim-de-semana arranjei mais algumas coisas  para dar (4 itens), pensei "porque não?" Afinal a qualquer altura posso terminá-lo, mesmo que não consiga arranjar as 2013 coisas até ao final do ano!

Este desafio é para se ir fazendo, calmamente, pois aqui nada se faz com pressas.

Entao vamos lá! Quem quiser pode-se juntar a mim! Enviem-me fotos, links para os vossos blogs ou simplesmente comentem.

O progresso deste desafio pode ser acompanhado através da barra que surge do lado direito do blog (que inclui a percentagem de itens dados) e através desta página onde irá aparecer uma lista com todos esses itens e uma pequena descrição.

Update: se quiserem fazer parte do desafio enviem-me o link para o vosso blog, o qual colocarei na página do desafio na parte dos "Participantes".

Pequeno-almoço de domingo

17 fevereiro 2013

Para mim o pequeno-almoço é mesmo a refeição mais importante do dia e adoro tomar um pequeno-almoço variado e cheio de coisas boas. Por vezes também faço coisas diferentes durante a semana (levanto-me um pouco mais cedo), mas ao fim-de-semana sabe ainda melhor! Estamos nas calmas e podemos saboreá-lo verdadeiramente!
Além de fruta, hoje tivemos muffins de maçã e canela e panquecas :) Uma verdadeira delícia!
Cada vez gosto mais de cozinhar e de meter a mão na massa!
Já que temos que comer todos os dias e temos, porque não tornar a coisa mais animada, mais saborosa e mais bonita?

Muffins de maçã e canela (já não sei de onde tirei a receita mas fiz alterações pois a receita não era vegana)

Ingredientes:
  • 300g de farinha
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
  • 1 colher de sopa de canela
  • 100g de açúcar (uso mascavado e menos quantidade, cerca de 90g)
  • 2dl de leite vegetal (coloco um pouco mais para substituir os 2 ovos)
  • 50g de manteiga vegetal
  • 2 maçãs reineta

Como fazer:
Misturar a farinha, o fermento, o açúcar e a canela.
Depois adicionar o leite e a manteiga derretida.
Misturar com uma colher até todos os ingredientes estarem ligados.
Descascar e cortar a maçã em pedacinhos e misturá-la de seguida com a massa.
Colocar a massa nas formas previamente untadas.
Levar ao forno a 180º durante 30 minutos.






Panquecas
Receita daqui (coloco só um bocadinho menos de açúcar). São mesmo muito saborosas e super fáceis de fazer. Também já experimentei misturar bocadinhos de maçã e canela. Ficou uma delícia! Podem adicionar a fruta que mais gostarem.


Sala: mais espaço e superfícies mais livres

15 fevereiro 2013

Os flashbacks são, como o próprio nome indica, um regresso ao passado.
Foi por volta de Novembro de 2011 que comecei a ler sobre minimalismo e que transformei literalmente a minha vida!
Na altura não tinha blog mas escrevia numa espécie de diário.
Quando criei o blog, um ano depois, recuperei alguns desses textos para te inspirar a fazer o mesmo. Espero que gostes!

A sala (de estar/jantar) tem um sofá bem grande, um móvel de tv, uma mesa de apoio (ao lado do sofá), uma mesa de jantar e 4 cadeiras, um aparador, um tapete (na sala de estar), 3 candeeiros (2 de tecto e um de pé) e um puff (igual ao que já tive no quarto). Às vezes confesso que já me quis livrar do puff, mas depois já jeito para servir de repousa-pés e também para pousar o tabuleiro do chá...

Em cima da mesa já tive uma taça com umas bolas decorativas. Não servia para nada, só para dar trabalho... Como fazemos todas as refeições na sala tinha que ter sempre o trabalho de retirar e voltar a colocar a taça. Quando me livrei dela, tudo se tornou mais simples! Foi nessa altura que pensei mesmo que aquilo não tinha qualquer sentido!

Em cima do aparador, além de uma moldura com várias fotos, tinha três jarras das quais me fartei e por isso guardei-as (mais uma vez apenas as comprei para ter algo em cima do móvel, nada mais... por isso se esse propósito deixa de existir, as jarras também!).

Não gosto nada de fios e se pudesse tinha tudo wireless! Mesmo estando escondidos atrás de um móvel, a verdade é que acumulam pó! Assim, organizei os fios que estão atrás do móvel da tv numa extensão e com várias fitas separadoras (agora acumulam menos pó e é mais fácil limpar/aspirar).

Dentro do móvel da tv tinha muita tralha...
- Um puzzle de 1000 peças que já tinha há muitos e muitos anos e que nunca concluí...

- Uma gaveta com vários cds/dvds e caixas (daquelas onde cabem muitos cds/dvds empilhados). Fiz uma grande arrumação e foi muita coisa para o lixo.

- Uma caixa cheia de cabos e telemóveis antigos. Destralhei essa caixa, deixando apenas os cabos que realmente precisamos (estes foram guardados numa caixa do escritório). O resto foi para a reciclagem e a caixa preta (da imagem) foi dada.

(Não tenho fotos nenhumas destas arrumações, só mesmo dos cabos, a meio do processo)

Com este novo espaço livre pude arrumar o pc, que andava sempre meio perdido pela sala, ou em cima da mesa ou numa cadeira (pois usamos mais o computador que está no escritório). Assim o pc continua num sítio de fácil acesso, mas já não está à vista (menos tralha visual, muito melhor!)
Temos 4 comandos, mas só um é usado todos os dias, por isso arrumei todos os outros dentro do móvel da tv.

No sofá, livrei-me de 2 almofadas que já estavam a precisar de reforma. Tenho duas mantas pequenas que quero substituir por uma maior, mas só me livro delas quando já não forem capazes de cumprir o seu objectivo.

Um dia lembrei-me de mudar a disposição da mesa (quando se entrava na sala estava na horizontal e passou a estar na vertical) e deixei só 4 cadeiras (tinha 6). O facto de ter alterado a disposição da mesa deu outra vida à sala! Ficou mais espaçosa e a mesa até se tornou mais bonita, pois agora a luz incide sobre a mesa de outra forma... Não sei bem explicar, mas adorei!

A mesa de apoio (tem uma prateleira e uma gaveta), ao lado do sofá, estava cheia de catálogos e revistas (acho que não cabia nem mais um!) - muitos eram de decoração, da altura em que víamos muita coisa para decidirmos o que comprar para a casa nova... outros eram de moda e afins - foram todos para o lixo! Apenas digitalizei algumas coisas que gostava muito. Esta mesa também já teve muitas outras coisas, como material de escritório, papelada... Agora tem só o iPad, o livro que ando a ler actualmente, o correio que recebo e que é para depois arquivar (vou juntando tudo aqui e depois coloco tudo numa capa que está no escritório, como são coisas recentes que posso precisar durante alguns dias prefiro deixar aqui em vez de arrumar logo na capa) e também tenho uma pastinha onde junto todas as facturas para o irs. Tenho mesmo pouca coisa nesta mesa, tão pouca que poderia bem arrumar noutro sítio e livrar-me da mesa, mas gosto muito da mesa. A mesa só por si é uma peça de decoração que adoro :)

Quanto a peças decorativas, acho que tenho cerca de 5, contando com a moldura e um quadro. Gosto de todas, mas sei que se algo se estragar ou partir passo bem sem qualquer uma delas e acreditem que isto em mim tem um efeito libertador fantástico!

Gostava de ter a sala mais branca, gostava, apesar de também adorar ver pormenores de cor. Mas agora quero concentrar-me nas coisas que tenho e gosto e não naquilo que quero mudar. O ser humano é insatisfeito por natureza e eu sempre fui daquelas que só está bem onde não está. Aos poucos tenho tentado deixar de ser assim e por isso não vou mudar nada nos próximos tempos, mudarei apenas quando algo se estragar/ficar velho, mas não vou estar constantemente a pensar nisso. Por exemplo, quando precisar de umas novas cortinas, serão de certeza brancas lisas :) 

Go slowly: usar sabonetes

14 fevereiro 2013


As “go slowly” são pequenas dicas que podemos implementar no nosso dia-a-dia que nos permitem viver de forma mais lenta, relaxada e feliz. Fazem-nos ver a vida de outra forma e ensinam-nos a valorizar as pequenas coisas. Vamos a mais uma dica?


Quando comecei a procurar produtos de higiene vegan (sem ingredientes de origem animal e não testados em animais), verifiquei que muitos sabonetes de marcas que todos conhecemos têm produtos vegan* (como Confiança, Ach Brito e Claus). Nessa altura não usava sabonetes. Usava gel de banho e sabonete líquido. Então comecei por procurar estes produtos na versão vegan e constatei que eram muito mais caros. Como os sabonetes são uma alternativa muito mais barata, resolvi experimentar...

Já tinha alguns sabonetes em casa, que me tinham sido oferecidos, e que usava nos armários da roupa para darem um cheiro agradável. Por isso, comecei por usar esses.
Entretanto tive que comprar mais e iniciei a minha procura pelos supermercados, hipermercados e lojas de produtos naturais. As marcas que referi acima encontram-se em hipermercados (encontrei Ach Brito e Confiança em vários supermercados). Em lojas de produtos naturais encontrei algumas marcas como Faith in nature, Dr. Organic, Belmont e muitas mais.

Os sabonetes são muito mais saudáveis, pois não têm os milhentos ingredientes que a maior parte dos outros produtos tem. Para quem tem tendência a ter alergias de pele (como eu) não há nada melhor.

Também me agradou trocar o doseador de sabonete líquido pela saboneteira, pois os doseadores estragam-se muito facilmente. Já tive que substituir várias vezes porque se estragavam sempre (aquela parte por onde sai o sabonete líquido deixa de funcionar e o sabonete deixa de sair!).
Sei que a saboneteira não fica com um aspecto tão bonito, pois suja-se muito mais cada vez que lavamos as mãos.
Mas deixo aqui uma dica: quando termino de lavar as mãos passo o sabonete por água, para ele não ficar cheio de espuma. E faço outra coisa, quando vejo que a saboneteira tem muitos restos de sabonete, lavo-a e retiro todos os restos (só demora 1 minuto, não custa nada).

Mais uma coisa interessante, os sabonetes são mais lentos, portanto permitem-nos acalmar e deixar as pressas de lado...
Vamos voltar aos tradicionais sabonetes? São mais baratos, mais ecológicos, mais saudáveis e mais lentos!


*Não testam em animais, mas alguns sabonetes podem ter mel/leite de burra, por exemplo, o que faz com que o produto não seja 100% vegan.


Como perder menos tempo a tratar da roupa

13 fevereiro 2013

Praticamente não passo roupa a ferro.
Não passo lençóis, nem toalhas, nem panos.
Da minha roupa só passo mesmo algumas blusas (acho que 4 no máximo) e um ou outro vestido (nunca passei calças!).
De resto, toda a roupa que tenho não necessita de ser passada a ferro.

E como mantenho um guarda-roupa que não precisa de ser passado a ferro?
  • 1º sei que tenho a sorte de não ter um emprego que exija usar um certo tipo de roupa (pois sabemos que a roupa mais formal precisa de mais cuidados...)
  • quando compro algo tenho o cuidado de ver se necessitará de passar pelo ferro ou não (tipo de tecido)
  • quando lavo a roupa uso o programa mais leve de centrifugação
  • ao estender as roupas tento colocá-las o mais esticadas possível (pode pendurar-se as camisas/blusas em cabides e colocar os cabides no estendal)
  • na altura de recolher a roupa dobro/penduro e arrumo logo (nem sempre o faço, mas quando é necessário, estico bem as calças e coloco-as entendidas em cima da tábua de passar a ferro ou na cama e em pouco tempo estão como se tivessem sido passadas)
  • no casos das roupas que têm que ser passadas a ferro e se não puder passar na altura, não as deixo num cesto (pois assim custam muito mais a passar), prefiro guardá-las no armário no respectivo cabide
  • quando tenho tempo para passar ou no dia em que quero usar aquela blusa, aproveito para passar mais 2 ou 3 peças (como é pouca roupa para passar este sistema funciona perfeitamente)
  • as camisas do companheiro é ele que as passa (se eu não passo a minha roupa, não ia passar a dele não é? O meu nunca precisou de aulas, pois sempre soube fazê-lo muito melhor do que eu, mas se os/as vossos/as estiverem a precisar pensem nisso!)

Nem sempre fui totalmente assim. Quanto à minha roupa, nunca precisei de a passar a ferro, mas antes passava os lençóis e outras coisas. Até que deixei de o fazer. Basta para isso esticá-los muito bem (se tiverem a ajuda de outra pessoa melhor ainda) quando saem da máquina, pendurá-los correctamente no estendal e arrumar logo quando estiverem secos (a composição também influencia muito este processo, por exemplo se forem 100% algodão têm tendência a amarrotar mais, os meus têm quase todos esta composição e mesmo assim acreditem que é perfeitamente possível não os passar).
Quando se faz a cama também se estica um pouco mais os lençóis e isso ajuda. Acho mesmo que é preferível olhar para os lençóis e vê-los um pouquinho amarrotados do que perder tempo a passá-los (pois podemos gastar esse tempo a fazer coisas muito mais interessantes).
Sei que para muita gente isto é difícil, mas basta experimentar e vão ver que compensa.

Mesmo quem tem mais elementos na família, pode sempre reduzir um bocadinho a roupa para passar. Basta ser criativo e deixar de lado aquela ideia de que tudo tem que ser impecavelmente engomado! (afinal há coisas mais importantes, não é?).

Durante a semana tento separar aquilo que pode ser lavado à máquina do que tem que ser lavado à mão, assim como separo a nossa roupa da roupa de casa (assim na hora de lavar já tudo está separado). Só lavo à mão mesmo algo que seja extremamente delicado, pois mesmo aquilo que é delicado coloco na máquina nestes sacos. E quantas e quantas vezes, não lavo alguma peça de roupa interior/meias enquanto estou no banho? É super prático! Depois deixo a secar no wc.

Às vezes também misturo a nossa roupa escura com a clara pois lavo tudo com água fria ou a 30ºC. Com isto poupa-se água e tempo, pois lava-se tudo de uma vez só!

Confesso que faço outra coisa que ajuda muito mas que pode espantar algumas pessoas: passei a lavar menos vezes a roupa! Há coisas que não precisam de ler lavadas assim tantas vezes. Não lavo porque tem que ser, ou porque sempre foi assim. Uso o bom senso (e os olhinhos e o nariz) e vejo se é preciso lavar. À custa disso passei a gastar menos tempo a tratar da roupa, poupei muita água e detergente. O mesmo acontece quando limpamos a casa. Só vale a pena limpar o que está sujo e não limpar por limpar. Poupamos-nos a nós e ao ambiente :) (sempre tive a mania das limpezas, sempre fui obcecada por colocar tudo a lavar e agora ser assim é libertador!).

Dropbox no smartphone

12 fevereiro 2013

Ter a dropbox no smartphone dá-me imenso jeito, não tanto para aceder a documentos, mas sobretudo porque activei uma funcionalidade que me permite que todas as fotos que tiro sejam enviadas para a dropbox, assim que houver ligação à internet. E ainda se pode escolher qual o tipo de ligação que permite o upload (tarifário de internet e/ou ligação wireless).

Assim posso sempre apagar as fotos do telemóvel (poupando espaço) pois sei que todas elas já estão na dropbox. Depois é só ligar o computador, aceder à dropbox e arrastar as fotos para as respectivas pastas, caso as queira guardar noutro sítio.

Como fazer:
  1. Aceder à app dropbox no smartphone;
  2. Seleccionar as definições;
  3. Na área "Camera upload" escolher a opção "Turn on Came upload";
  4. Escolher se o upload deve ser feito apenas com ligação Wi-Fi ou com ligação Wi-fi e plano de dados;
  5. Pode ainda fazer-se o upload de fotos e videos que já estejam no smartphone;
  6. Confirmar com a opção "Turn on".



A pasta da dropbox onde as fotos/videos serão guardados chama-se "Camera uploads".

Uma lavandaria um pouco mais vazia

11 fevereiro 2013

Os flashbacks são, como o próprio nome indica, um regresso ao passado.
Foi por volta de Novembro de 2011 que comecei a ler sobre minimalismo e que transformei literalmente a minha vida!
Na altura não tinha blog mas escrevia numa espécie de diário.
Quando criei o blog, um ano depois, recuperei alguns desses textos para te inspirar a fazer o mesmo. Espero que gostes!

A minha lavandaria é um espaço pequeno ao fundo da cozinha, onde tenho a máquina de lavar roupa, os estendais e o cesto da roupa suja.

Apesar de pequeno, este espaço já esteve bem mais cheio do que está agora!

Junto à máquina (quando não tinha espaço nos armários), já tive detergente da roupa, amaciador e lixívia de cor. Destes 3 produtos, passei só a usar detergente para a roupa, que guardo num armário (para já ainda tenho 2 embalagens de detergente “normal” mas quando acabar vou fazer/comprar um natural).

O cesto das molas já esteve em cima da máquina, agora também cabe no armário. Para além das molas que tinha no cesto, ainda tinha uma embalagem extra de molas (acho que houve uma altura em que comprava tudo a mais, não sei porquê?!). A embalagem estava mesmo por abrir, por isso dei-a.

A vassoura, as 2 mopas (uma para o chão e outra para azulejos), a esfregona e o balde já estiveram na lavandaria, mas desde que comprei o cabide para trás da porta da cozinha que consegui pendurar quase tudo. O balde coube no armário por baixo da banca, que antes estava cheio de produtos de limpeza e agora está praticamente vazio! Quanto à mopa para azulejos disse-lhe adeus, pois a outra mopa dá perfeitamente para tudo!

Também já tive dois cestos para para recolher a roupa (eu não disse que tinha tudo a duplicar...). Consegui dar um.

Aproveitei ainda para recuperar algumas coisas que já não estavam em perfeitas condições...
Os 2 estendais (de montar) estavam a ficar com um pouco de ferrugem nos pés (de resto estavam novos). Arranjei fita isoladora da mesma cor e cobri a ferrugem. Ficaram como novos. Agora quando coloco no estendal roupa lavada à mão (que vai largando bastante água), penduro-a o mais afastada possível dos pés e assim previno o aparecimento de ferrugem!

Então, o que resta na lavandaria?
  • tábua de passar a ferro (desmontada) (o ferro fica guardado num armário)
  • 2 estendais (agora como novos)
  • 2 bacias (ou alguidares) para lavar a roupa à mão (e já tive só uma, mas assim consigo poupar mais água, pois transfiro água de uma para a outra, neste caso mais do que uma compensa)
  • 1 cesto para recolher a roupa, que fica em cima da máquina da roupa juntamente com as bacias/alguidares
  • 1 cesto para a roupa suja
Às vezes confesso que me ponho a pensar nos cestos (o de recolher a roupa e o da roupa suja)...
Já várias vezes que recolhi a roupa, dobrei e arrumei logo nos respectivos sítios, sem precisar do cesto. Mas muitas vezes o cesto também dá jeito para transportar mais roupa. O que acham, o cesto é necessário ou não? (a minha casa não é grande e nem tem escadas).

E quanto ao cesto para colocar a roupa suja, será que faz assim tanta falta na lavandaria?
Num dos wcs já tenho um cesto para a roupa suja (está embutido no armário). É pequeno e não dá para tudo, mas verdade é que também é usado.
Na lavandaria a máquina de lavar a roupa pode bem ter o efeito do segundo cesto, ou não?

Ter dois cestos de roupa suja (em diferentes divisões da casa) é assim tão útil (tendo em conta que somos apenas dois...)?

Links da semana

Adeus tarifário tag e adeus net

07 fevereiro 2013

No final do ano passado resolvi mudar o tarifário do telemóvel. Já há muito que o queria fazer mas fui adiando. Tinha o optimus tag, o que era óptimo pois tinha chamadas e sms grátis para outros tags, mas como tinha carregamentos obrigatórios e não gastava o dinheiro, ia acumulando saldo e isso chateava-me. Até que decidi e mudei para o tarifário livre! É verdade que as chamadas são muito mais caras, mas pelo menos não acumulo saldo e só carrego quando me apetece ou quando efectivamente preciso!

Afinal há tantas outras formas de comunicar: por e-mail, pelo skype, pelo facebook, pelo telefone fixo. Para as pessoas que não têm net, como a minha avó, passei a usar o telefone fixo!

Outra das coisas que resolvi fazer foi tirar a net do telemóvel. Eu já passo tanto tempo na net quando estou no computador... não há necessidade de estar sempre online, certo?

Também desinstalei algumas aplicações do smartphone, pois fui vendo que não eram assim tão essenciais... Uma delas foi o facebook. Percebi que me basta aceder no computador.

A verdade é que não me arrependi nada destas decisões, muito pelo contrário.
Nos primeiros dias sem net no telemóvel senti-me muito mais livre! Fiz outras coisas muito mais interessantes e diminuí a necessidade constante de estar sempre actualizada (a tecnologia trouxe-nos imensas boas mas isto de se estar sempre disponível tem muito que se lhe diga... Já ouviram falar do Fear of missing out?)

E, melhor do que tudo, com estas duas pequenas decisões acabei por poupar muito dinheiro!

É por estas e por outras, que acho que todos nós gastamos dinheiro mal gasto sem darmos conta... Coisas que achamos que são essenciais não são assim tão necessárias... Só que, muitas vezes, só nos apercebemos quando damos o passo em frente para nos livrarmos disto ou daquilo. E dar esse passo é que é difícil! Ou temos a “sorte” de nos acontecer algo que nos faça perder essa coisa ou então temos que ser nós mesmos a tomar a iniciativa. E como sabemos, as pressões dos outros não ajudam nada...

Por isso é que o minimalismo é um grande aliado neste processo!
Permite-nos ver mais além e ver as coisas sob um outro prisma. Permite-nos descomplicar e passar a questionar tudo e todos, sem preocupações com aquilo que os outros pensam!

Um quarto com menos roupa e não só

06 fevereiro 2013

Os flashbacks são, como o próprio nome indica, um regresso ao passado.
Foi por volta de Novembro de 2011 que comecei a ler sobre minimalismo e que transformei literalmente a minha vida!
Na altura não tinha blog mas escrevia numa espécie de diário.
Quando criei o blog, um ano depois, recuperei alguns desses textos para te inspirar a fazer o mesmo. Espero que gostes!

O quarto nunca esteve muito cheio. Tenho uma cama, duas mesinhas e uma cadeira para pousar a roupa. O armário é embutido. As únicas coisas visíveis que desapareceram foram: um puff, um bloco que tinha em cima da minha mesa de cabeceira e a capa do edredon (que era estampada).

O resto das mudanças foram internas (dentro dos armários portanto)! E que mudanças! Foi precisamente no quarto que tudo começou... Bem me lembro da altura em que tinha feito uma lista enorme de coisas que queria comprar no ikea só para organizar a tralha que tinha: caixas grandes, caixas pequenas, cabides, prateleiras, enfim... Foi antes de cometer essa loucura que descobri o minimalismo... e o resto já sabem!

O que fiz no meu quarto (uma vez mais ao longo de várias sessões, que demoraram mais de um ano...)?

- dei muita roupa: que usava no dia-a-dia, para andar por casa, pijamas, roupa interior, meias, roupa para a neve (como é raro andar na neve não preciso de muita roupa certo?); roupa de exercício; roupa de ocasiões especiais que apenas guardava de recordação (se não vou voltar a usar para quê ter? Tirei foto e dei); livrei-me de toda a roupa que não ficava bem com o meu tom de pele e livrei-me de muita coisa com padrões (passei a usar sobretudo peças lisas);



- obriguei-me a usar coisas que não usava há muito tempo (numa de usar tudo o que tenho no armário). Durante o dia, ao usar efectivamente as coisas, percebia logo se gostava/se me sentia bem ou não. Assim que chegava a casa já sabia o que fazer: ou guardava ou dizia adeus! Foi assim que me livrei de muitas coisas sobre as quais tinha dúvidas;

- inicialmente separei quase toda a roupa para vender, mas depois acabei por dar quase tudo, pois vender mesmo assim dá trabalho e os trocos que ia ganhar não compensavam o esforço. Prefiro ajudar quem precisa;

- dei o suporte onde tinha os colares (agora são tão poucos que não precisam de suporte!);

- dei imenso calçado (tinha várias coisas que tinham sido muito caras e às quais estava presa por causa disso, mas consegui libertar-me desse peso e disse adeus!);

- dei mais de metade da minha bijuteria: todos os brincos (pois não uso há anos); muitos colares (fiquei só com 4); quase todos os acessórios para o cabelo (pois raramente uso); todas as coisas de infância; coisas oferecidas e muitos porta-chaves;

- dei óculos: de sol e graduados;

- dei os meus cintos quase todos (fiquei só com 2);

- dei relógios (fiquei só com 2) e caixas de relógios. Tinha alguns relógios de recordação, nem sequer os usava, por isso adeus! (confesso que deixei de usar relógio praticamente, eu que sempre fui relógio-dependente...);

- livrei-me de malas/carteiras (cerca de 12) e de uma mochila (tinha por exemplo uma mala que gostava muito mas como era estampada era um dilema sempre que a queria usar!);

- a minha roupa e calçado passaram a caber apenas num armário, quando antes ocupavam 3 (não completos, pois havia lá outras coisas pelo meio);

- reciclei peças antigas (que não usava) levando-as à costureira;

- livre-me de almofadas (para quê ter almofadas a decorar a cama quando só tornam a tarefa de fazer a cama mais morosa?);

- substituí a capa do edredon por uma branca toda lisa (estava mesmo cansada do padrão da que tinha!);

- arranjei uma "Caixa do Dave";

- no meio das arrumações descobri uma t-shirt cheia de recordações, com mensagens de amigas (estava guardada pois tinha medo de a usar, uma vez que com as lavagens a tinta poderia sair). Resolvi arriscar mas antes fotografei-a. Lavei e a tinta não saiu! Decidi começar a usá-la em casa e para fazer exercício. Assim posso ler as mensagens várias vezes e lembrar-me da história!

- tinha um puff para pousar e guardar coisas. Como o puff dá para desmontar (é um cubo e tem tampa), desmontei-o e arrumei-o. A cadeira para pousar a roupa ainda permanece no quarto, se bem que a minha vontade era livrar-me dela... Para já, continuo a usar para pousar a roupa e também dá jeito quando quero chegar à parte mais alta do armário que é mesmo quase no tecto!

- na mesinha de cabeceira tinha, além do candeeiro, um livrinho com mensagens inspiradoras que fui tirando da net e outras que eu própria escrevi (a ideia era ler algumas delas antes de dormir ou quando acordava). O livrinho era muito giro mas a verdade é que nunca pegava nele para ler as mensagens. Passei todas mensagens para o evernote e deitei o livro fora! No evernote não só leio as mensagens mais vezes, como também acrescento mais mensagens sempre que encontro algo inspirador. E assim a mesinha ficou mais livre e mais fácil ainda de limpar!

- continuo a ter tv mas passei a ligá-la cada vez menos (provavelmente nem deveria ter comprado...);

- também continuo a ter tapete (relativamente pequeno), mas confesso que a ideia é não substituí-lo quando se estragar... Descobri que no quarto um tapete não faz assim tanta falta, dado o tempo que lá passamos...


E mais algumas coisas que fui descobrindo...

Quando comprei os cabides para pendurar a roupa, confesso que não me debrucei bem sobre o assunto, comprei de madeira e arrependi-me quase de seguida e porquê? Porque os cabides de madeira têm quase o dobro da grossura dos de plástico, logo ocupam muito mais espaço!

Também já quis comprar um ou vários quadros para pendurar em cima da cabeceira da cama. Ainda bem que não o fiz, gosto muito mais assim!

Apesar de já ter feito muita coisa, as arrumações continuam (claro que não com a frequência de outrora)!
No fim-de-semana passado consegui desocupar uma gaveta do armário e dei mais bijuteria, acessórios e roupa.

Minimizar as nossas coisas é mesmo um processo contínuo e que sabe tão bem de vez em quando! Além disso, é cada vez mais fácil fazê-lo, pois sentimo-nos completamente desligados de todas estas coisas, que não são assim tão importantes!







Um fim-de-semana offline

04 fevereiro 2013

E que bem que soube, sem computadores, sem telemóveis, sem tecnologia.

Estava a precisar deste descanso :)



Mudanças...

01 fevereiro 2013

E quando as rotinas têm que mudar?
Com a mudança de trabalho tudo mudou para mim. Tive que passar a levantar-me mais cedo, deixei de conseguir fazer exercício de manhã (pois teria que me levantar ainda mais cedo), perco mais tempo nas viagens, chego mais cansada a casa, e de manhã tem sido muito difícil levantar-me mais cedo para ter tempo para mim.
Claro que estas são só as coisas menos boas. Muitas coisas boas apareceram com o novo trabalho (mas não é disso que quero falar aqui).

Aquilo que quero falar prende-se com o facto de ser difícil manter determinadas rotinas quando mudamos outras. Há todo um período de adaptação ao qual temos que nos ajustar. Novas rotinas e novos hábitos têm que ser definidos.
Já passou um mês e já consegui adaptar alguns dos antigos hábitos às novas rotinas. O problema é que o cansaço está novamente a voltar e é muito difícil manter-me assim. Detesto sentir-me cansada e também detesto quando sinto que não tenho tempo para nada. Confesso que depois de conhecer uma realidade com mais tempo, mais calma (uma realidade minimalista) me custa muito mais voltar à confusão e aos dias sem tempo.

Aquilo que quero partilhar convosco é: não se sintam mal se chegam a casa sem energia para destralhar, para cozinhar e para preparar tudo para o dia seguinte. Nós somos humanos, não somos máquinas. O que é importante sim é percebermos o que achamos que está menos bem e aquilo que poderemos mudar. Mas temos que mudar lentamente e não sermos demasiado exigentes connosco próprios. Não vale a pena que assim seja e só nos prejudicamos. Temos que ter força sim, temos que ter energia. Mas se não as tivermos durante um dia ou dois, ou durante uma semana, qual é o pior que nos pode acontecer?

Eu não sou perfeita, nem quero ser (longe vai o tempo em que buscava a perfeição, tinha que conseguir fazer tudo e não admitia falhas), deixei-me disso pois só me fazia a mal (a mim e aos outros). Aprendi a diminuir as expectativas e até a deixar de as ter. Só me degastavam. Faço aquilo que considero mais importante, defino prioridades e quando me sinto muito cansada ou quando tenho menos tempo ainda faço uma triagem dessas prioridades. Apenas o mínimo é feito e nada mais. O mais importante é descansar, recuperar energias e sentirmo-nos bem. Dias melhores (energeticamente falando) virão. Novas rotinas também e novos hábitos também. Até lá vou tentando adaptar-me e tentando descobrir novas estratégias. É bom termos novos desafios e é bom tentarmos ir um pouco mais além. Gosto disto, a sério que gosto!