O armário dos tupperwares

29 janeiro 2013

Como sei que este armário é caótico para muita gente, resolvi fazer um post sobre o assunto.
Não sou uma expert, até porque tenho poucos tupperwares (não preciso de muitos), mas vou mostrar-vos aquilo que uso e como me organizo.
Claro que ao fazer este post aproveitei logo para destralhar um pouco mais o armário (o efeito de editar as coisas ou de tirar fotos dá-nos logo vontade de ir mais além)!

Começou assim:


Tenho 3 prateleiras com tupperwares:

Na 1ª (a contar de baixo) estão aqueles que uso mais: os transparentes são para os almoços - tenho 5 (dentro de um tenho caixas para alhos/cebolas/coisas mais pequenas), dentro dos brancos mais pequenos tenho 2 funis e um espremedor de laranjas - confesso que estes 3 utensílios são usados muito poucas vezes, os maiores (falta aqui um) servem para aquecer ou congelar comida. Tenho também um tupperware para queijo e fiambre (vegetais claro). As tampas estão ao lado dos respectivos tupperwares e como eles são todos iguais é muito fácil saber qual a tampa de cada um!

Na 2ª prateleira tenho dois recipientes brancos para lavar legumes (falta aqui um) e o escorredor de massa/vegetais, 2 raladores (não uso os recipientes, só mesmo a parte que rala por isso houve mudanças aqui...), 2 copos medidores (medem unidades diferentes, um deles tem tampa - uma tampa preta que aparece do lado esquerdo).

Na 3ª prateleira, tenho 2 tupperwares grandes que uso apenas para congelar maiores quantidades de comida, por exemplo quando faço muitos croquetes ou rissóis (como uso menos vezes resolvi colocar nesta prateleira). As respectivas tampas estão por baixo.
Dentro destes, tinha dois que uso para guardar bolos (tipo bolo inglês) ou queijos, mas há uns tempos a parte transparente de um partiu-se e deitei-a fora, mas não sei porquê guardei a base... (já estão a imaginar o que lhe fiz também...)
Tenho também uma espécie de balde refrigerador para garrafas de vinho (foi-me oferecido) mas confesso que raramente uso... Para já ainda ficou cá, mas vou seriamente pensar no que fazer...
Tenho ainda uma couvete de gelo que só uso no verão.

Provavelmente poderia ter menos tupperwares, mas sei que também poderia ter muitos mais...
Para já parece-me ser a quantidade certa, mas mais tarde nunca se sabe...
Se por acaso preciso de algum que está ocupado, tento arranjar uma solução, comprar mais é que não! Se tenho que congelar alguma coisa recorro a sacos. Se tenho que guardar algo no frigorífico uso pratos ou outra louça qualquer.
E acho que o segredo é mesmo ter tupperwares quase todos iguais, porque podem estar todos sem tampa (pois não temos que andar feitos malucos à procura da tampa certa), e assim cabem uns dentro dos outros, o que em termos de arrumação é muito melhor!
Os tupperwares que eu referi que me tinha livrado aqui não tinham nada a ver com estes e era mais difícil arrumá-los pois não encaixavam em lado nenhum! Também me livrei de um que mantinha a comida quente, pois nunca usei aquilo na vida (na altura comprei a pensar que ia usar todos os dias e depois acabei por não usar...).

Assim, desta vez, livrei-me de:

- recipientes dos raladores (deixei só as tampas que têm a função de ralador)
- tampa do copo medidor
- base do tupperware que estava partido
- um funil (pois afinal só uso um)
- um pequeno suporte que usava para colocar alho já picado e que estava partido

Ficou assim (a diferença quase não se nota mas pelo menos agora eliminei quase todas as coisas que não uso):



Cafeteira italiana ou à moda antiga

28 janeiro 2013



A minha avó tinha uma cafeteira destas mas nunca percebi bem como funcionava.
Só me recordo do cheiro a café que era tão bom!

Muitos e muitos anos passaram até que me voltei a reencontrar com uma. O companheiro já há muitos anos que só usava este tipo de cafeteiras e passou-me o gosto! Fiquei completamente rendida!


Como usar?
  1. Colocar água na parte de baixo até à válvula de segurança
  2. Colocar o suporte para o café em cima do recipiente da água e encher com o café, que deverá ser de moagem grossa (não encher demasiado)
  3. Fechar bem a cafeteira
  4. Aquecer no fogão
  5. A água irá subir e levar o café até lá acima, onde acabarão juntos e felizes!
  6. Está pronto, é só servir! (para servir costumo usar um pequeno coador só mesmo para apanhar um bocadinho de borra que costuma ficar no final)
Geralmente o recipiente para colocar o café em pó dá para cerca de 4 cafés (nas cafeteiras médias).
De manhã faço +/- essa quantidade para duas pessoas (mas posso sempre regular a quantidade de água e café, por isso vou variando).
Desde que comecei a tomar este café deixei de precisar de tomar cafés durante o dia (já fui tão viciada que tomava 4 ou mais por dia). Assim é melhor para a saúde e para a carteira!
Agora tomo só este de manhã e sinto-me bem!
Quando ainda bebia leite (de vaca) misturava com leite, mas como não gosto de leite de soja tive que inventar uma solução! Misturo com um pouco de água quente, pois assim o café não fica tão forte e continuo a conseguir tomá-lo sem açúcar (pois nunca adiciono açúcar ao café e chá).

Agora há uma variedade enorme deste tipo de cafeteiras: de todos os tamanhos, cores e feitos e também para qualquer tipo de fogão.

Super chá contra gripe, constipação, dores de garganta e tosse

24 janeiro 2013



  • água
  • gengibre fresco ralado (uma colher de café)
  • cravinho (em grão)
  • limão (4 raspas de limão e algumas gotas)
  • pau de canela (uso várias vezes o mesmo pau de canela)
  • sementes de cardamomo (opcional)
(esta quantidade dá para 2 canecas de chá)

Aquecer água no fogão e quando estiver quase a ferver (é importante não deixar ferver porque o gengibre perde as propriedades), adicionar o gengibre, o cravinho, a canela e o limão (casca ou rodelas). Deixar cerca de 5 minutos em lume brando. Acrescentar umas gotas de limão. Coar e tomar. Quem usar pode acrescentar mel.

E este chá é tão poderoso porquê?

O gengibre combate as doenças das vias respiratórias (é descongestionante) e da garganta devido ao seu efeito anti-séptico e anti-inflamatório.

A canela é indicada para problemas respiratórios, gripe e tosse (a canela não deve ser consumida durante a gravidez).

O cravinho funciona como analgésico e ajuda a aliviar dores das gripes e constipações.

O limão é também um anti-séptico natural e actua como purificador, pois elimina as toxinas presentes no organismo,  prevenindo assim a manifestação de várias doenças.

O cardamomo auxilia na excreção do muco das vias aéreas e é óptimo para prevenir gripes e constipações.

Pode tomar-se várias vezes ao dia ou ao deitar.

Algumas dicas:

  • Pode usar-se limão congelado, basta usar um raladador e ralar um pouco de limão (interior e casca)
  • Também se pode adicionar gengibre e canela em pó (convém dissolver bem ou coar)
  • Descasca o gengibre com uma colher de café. É muito mais fácil e aproveita-se muito mais quantidade de gengibre

 

As transformações da cozinha

22 janeiro 2013

Os flashbacks são, como o próprio nome indica, um regresso ao passado.
Foi por volta de Novembro de 2011 que comecei a ler sobre minimalismo e que transformei literalmente a minha vida!
Na altura não tinha blog mas escrevia numa espécie de diário.
Quando criei o blog, um ano depois, recuperei alguns desses textos para te inspirar a fazer o mesmo. Espero que gostes!

A cozinha foi um dos sítios que mais demorei a simplificar. Foram várias as sessões de destralhamento e de cada vez que arrumava ia mais além. Acho que é preferível assim, lentamente e de forma ponderada, pois de outra maneira acabamos por nos livrar de coisas que mais tarde nos poderemos arrepender.

Livrei-me de...

- sacos de papel e de plástico (muitos muitos). Não imaginam a quantidade de sacos que tinha! Cada vez que comprava alguma coisa aceitava sempre o saco e depois também guardava de recordação sacos que eram giros... os sacos de plástico das compras também se iam acumulando, pois mesmo gastando para o lixo isso não era suficiente

- louça/plásticos/electrodomésticos - tinha um armário só com louça que não usava. Eram sobretudo coisas oferecidas: 3 conjuntos de café, 6 copos champanhe, 1 serviço de chá, 1 bule com chávena e prato, uma molheira, 3 tupperwares, um passe-vite (que raramente usava e que já não funcionava muito bem), uma picadora antiga e uns acessórios para chá em saquinhos (como agora só uso chá em folhas: adeus!)

- um conjunto de 4 naprons - já tenho vários e por isso pude bem livrar-me de um conjunto

- um conjunto de bases para copos - tinha 2 conjuntos de cores diferentes. Um e é mais do que suficiente

- caixa do pão - passei a usar um saco em tecido (ocupa muito menos espaço e é muito mais fácil de arrumar)

- bases para pousar colheres quando se está a cozinhar (isto faz assim tanto jeito?) - tinha duas e despachei-as. Afinal é só mais uma coisa para lavar quando se acaba de cozinhar

- tralha que estava numa gaveta - foi tudo para o lixo

- um saco de palhinhas - durante 2 ou 3 anos devo ter usado no máximo 4 palhinhas; está visto que não preciso delas...

- 3 capas de arquivo (uma de receitas, duas de instruções). Das instruções tentei deixar só as instruções em PT ou Inglês e livrei-me do resto


- livros e papéis com receitas - passei quase todas as receitas para uma aplicação do telemóvel e só deixei 2 livros (com tantas receitas boas na net, confesso que me esqueço muitas vezes dos livros e depois junto tantas receitas novas para fazer que acabo por não experimentar nenhuma) Menos é mais!










- tapetes: tapete da cozinha (não serve para nada, só mesmo para se sujar, sem tapete limpa-se o chão mais vezes e mais facilmente); 2 tapetes mais pequenos que usei nas mudanças para arrastar móveis e outras coisas (estavam num armário)






- todas as pegas em tecido - só fiquei com as pegas em silicone (são muito mais práticas, é só passar por água ou limpar com um pano quando se sujam)

- 2 bases para tachos (fiquei com 3, uma maior que uso todos os dias e 2 mais pequenas)

- várias velas e suportes/bases para velas - sempre gostei muito de velas e numa altura cheguei mesmo a fazer colecção. Fui realista e vi aquilo que realmente usava/precisava. Livrei-me de 5 suportes para velas e fiquei só com 2. Como fui gastando várias velas, deixei de precisar de uma caixa onde as guardava, por isso “adeus caixa”

- porta guardanapos - pois deixei de usar guardanapos de papel

dispensador para detergente da louça - era prático para usar e ainda tinha um sítio para colocar a esponja da louça, mas foi ficando feio e com ferrugem. A ideia de ter que comprar outro para substituir fez-me pensar que passo bem sem ele

- medicamentos fora do prazo - entreguei na farmácia (isto é algo que vou fazendo com alguma regularidade). A verdade é que raramente tomamos seja o que for, por isso esta caixa é cada vez mais pequena

- tralha em cima dos balcões - esta foi sem dúvida uma das maiores mudanças, pelo menos a mais visível. Tirei quase tudo o que tinha em cima dos balcões da cozinha, deixei só o saleiro, a máquina de café e uma taça para a fruta (que arrumo quando não tem fruta)

- peças da caixa de ferramentas e outras coisas que tais - deitei quase tudo fora ou dei (peças de varões das cortinas, parafusos, tanta coisa que não serve para nada)

- muitos panos velhos

- tinha uma caixa cheia de tecidos e de coisas para inventar / arranjar - livrei-me de tudo. Se num ano não usei, também não é agora que vou usar. O mesmo aconteceu com a caixa de costura que estava cheia de missangas e outras peças para fazer bijuteria. A verdade é que queria começar a aprender a fazer alguma coisa, mas como também passado um ano e tal nada fiz, também não é agora que o irei fazer e de certeza que há gente que gostava muito mais de ter isto do que eu

- vários utensílios das gavetas dos talheres - fiz várias arrumações; primeiro comecei por organizar as coisas de outra forma, mas depois acabei por me livrar de vários utensílios que não usava ou que já tinha em duplicado e assim foi muito mais fácil manter as gavetas sempre arrumadas









E ainda, organizei a despensa, onde me livrei de vários sacos de arroz/farinha/massas que coloquei nos respectivos frascos.









Também aproveitei mais alguns frascos de coisas que fui comprando (salsichas, vegetais...), para arrumar sementes e especiarias (se soubesse o que sei hoje nunca teria comprado frascos para as especiarias, aqueles que vêm com as especiarias e com outras coisas servem perfeitamente e há várias formas de os personalizarmos para o caso de não gostarem de coisas tão simples).

Comprei, também, um cabide para pendurar várias coisas atrás da porta da cozinha (assim as coisas ficaram melhor arrumadas e escondidas).
E arrumei um degrau que costumo usar para chegar aos armários mais altos. Costumava tê-lo montado a ganhar pó... resolvi desmontá-lo e arrumá-lo num armário, quando preciso dele uso e volto a arrumar.

Com estas mudanças na cozinha passou a ser mais fácil fazer as tarefas diárias, mas também passou a ser muito mais agradável abrir qualquer armário. Para além disso, ganhei muito espaço, o que é óptimo :)

Go slowly: “You don't have to have everything figured out"

19 janeiro 2013


As “go slowly” são pequenas dicas que podemos implementar no nosso dia-a-dia que nos permitem viver de forma mais lenta, relaxada e feliz. Fazem-nos ver a vida de outra forma e ensinam-nos a valorizar as pequenas coisas. Vamos a mais uma dica?

Esta é uma das lições que o Matt aprendeu ao longo da vida. Não consegui arranjar uma boa tradução para expressar exactamente isso, então preferi usar o inglês. Se não conhecem o Matt Madeiro passem por aqui, vale bem a pena.

Quando era mais nova sabia exactamente o que queria fazer quando “fosse grande”. É certo que essas certezas não eram imutáveis. De x em x tempo mudavam, mas quando queria uma coisa era aquilo e pronto. Curioso é que eram muito ligadas à vida profissional. Acho que só pensava nessa parte sinceramente. Sempre me quis dedicar só ao trabalho e apesar de gostar muito da minha família, nunca tive como objectivo de vida casar e ter filhos. Isso nunca foi um sonho, uma prioridade.

Durante a adolescência/juventude, sempre me fez muita confusão quando percebia que as pessoas me olhavam de lado ou pensavam “coitada aquela não tem namorado”. Parecia que me faltava algum membro! Nunca percebi nem nunca hei-de perceber isso! Claro que quando temos alguém, se esse alguém nos completa, nos faz mais felizes óptimo, melhor impossível! Agora se é para estarmos com alguém só por estar sinceramente não vale mesmo a pena! E não somos menos do que os outros, por isso! Aliás muitas pessoas são efectivamente muito mais felizes se estiverem sós! Estar só não é o mesmo que solidão, embora muita gente acredite que sim (e sobre isto aconselho a leitura deste post de um blog que considero maravilhoso).

Adiante... as minhas prioridades mudaram, a minha forma de ver a vida também. Escolhi o meu curso com um determinado objectivo que depois acabei por não cumprir. Comecei a trabalhar numa área muito diferente, da qual nunca pensei gostar e até gostei. Mas nunca mais tive certezas como antes, nunca mais pensei "é isto que quero fazer toda a vida".

Depois veio a desmotivação, a vontade de mudar, de fazer outras coisas. Mudei e ainda não posso falar muito sobre a experiência actual pois é recente, mas acho cada vez mais que não vou ter mais certezas como antes, não vou de repente descobrir a minha paixão e dizer “É isto que quero fazer o resto da vida! Nasci para isto”. Primeiro, porque isso até pode não existir; segundo porque se de facto existir não vou ficar a pensar nisso e deixar de viver o momento presente, apenas focada nesse objectivo. Vai-se experimentando e vai-se vivendo :)

Há uns tempos li um post do Leo Babauta sobre isso mesmo, sobre o facto de estarmos toda a vida à espera de algo e de não aproveitarmos o agora. Limitamo-nos a fazer planos para o futuro, definimos objectivos e corremos atrás de um e depois do próximo e depois do seguinte e esquecemo-nos de viver. Esquecemo-nos de olhar à nossa volta e de ver como a vida já é totalmente perfeita agora!

O quero dizer com isto tudo é: nem sempre sabemos bem o que queremos da vida ou temos apenas uma vaga ideia e isso não tem mal nenhum! A sociedade em que vivemos é que cria esta ideia de que temos que ter objectivos e etapas definidas.

Primeiro temos que estudar e arranjar um bom emprego, depois compramos uma casa e decoramos da forma xpto, depois casamos, depois fazemos diversas viagens para aproveitarmos enquanto não temos filhos (fica sempre bem viajar e dizer que conhecemos bem os 4 cantos do mundo), depois temos filhos e só fazemos a viagem x todos os anos, depois dedicamo-nos à família e ao trabalho.

Mas temos mesmo que nos dedicar ao trabalho, temos que ter uma carreira, temos que ser importantes, temos que ser "alguém", mesmo que para isso tenhamos que passar menos tempo com os filhos. Trabalhamos mais para ganharmos mais dinheiro para podermos pagar uma ama ou um colégio e para lhes podermos dar iPads, iPods e consolas, para que eles fiquem entretidos e não chateiem ninguém!

Não tem mal nenhum não quereremos nada disto, não tem mal nenhum sermos diferentes, não tem mal nenhum se não nos quisermos definir pela profissão que temos (“Olá, como te chamas? E o que fazes?” como se o trabalho fosse a coisa mais importante do mundo), não é o trabalho/emprego que nos define, quem nos define somos nós e nós somos o que quisermos ser!

Não sei o que quero fazer daqui 2 anos, não sei onde estarei nos próximos 5 ou 10, mas isso não interessa...

Estou bem onde estou e só quero continuar aqui. Se daqui a 10 anos estiver assim, estou bem! Só tenho um objectivo de vida e esse é ser feliz! Quanto a isso, posso pô-lo em prática já e todos os dias da minha vida! 

Viva o goal-free e o AGORA!

Olá minimalismo, adeus dores de cabeça

18 janeiro 2013

Sempre tive muitas dores de cabeça, daquelas fortes e que duram vários dias.

É uma coisa de família e por isso nunca questionei muito a sua origem. Lá me fui habituando.

Sempre tomei medicação (esperar que passe? Para quê se é tão mais fácil tomar um comprimido mágico? Hoje já não penso assim!).

Quando comecei efectivamente a sentir as mudanças do minimalismo - a ter mais tempo, a deixar de lado cismas e preocupações, a perder menos tempo a limpar e organizar, a relaxar mais, a meditar, a praticar mais vezes exercício físico, a conhecer-me melhor e a fazer mais aquilo que gosto - as dores de cabeça foram diminuindo cada vez mais! 
Se antes eram diárias ou semanais, agora se tiver uma por mês é muito! Mesmo quando aparecem, faço várias coisas para que passem antes de recorrer aos comprimidos (pois evito ao máximo tomar qualquer tipo de medicação, prefiro alternativas naturais):
  • proteger a cabeça do vento/frio 
  • tirar as lentes de contacto (quem não usar melhor ainda, as lentes de contacto podem provocar dores de cabeça sobretudo porque estamos quase sempre em espaços com ACs e aquecedores ligados)
  • evitar cheiros fortes
  • evitar ao máximo qualquer ecrã quando chego a casa (TV, computadores, telemóvel...)
  • terminar o banho com água bem gelada nas pernas (assim a circulação fica mais activa na zona das pernas e não na cabeça)
  • meditar
  • respirar e relaxar (fazendo exercícios específicos para a zona da cabeça e pescoço)
  • comer alguma coisa que goste
  • fazer um chá (se for de uma erva com propriedades calmantes melhor ainda) e saboreá-lo verdadeiramente
  • deitar-me um bocadinho num sítio confortável
  • ficar algum tempo no escuro (se for uma dor de cabeça com fotossensibilidade)
Se com isto tudo não passar e se for uma dor muito forte, tomo alguma coisa. O bom de tudo isto é que como agora praticamente não tomo medicação, não preciso de medicação tão forte (antes, mesmo com a mais forte por vezes a dor não passava...).
Se a dor não for assim tão forte, vou dormir e geralmente no dia a seguir ela desapareceu!

Este é mesmo um dos efeitos mais positivos que o minimalismo me trouxe e que me deu mais qualidade de vida.

A alimentação vegetariana e depois a vegan também contribuíram imenso para a redução das dores de cabeça. Vários estudos correlacionam as dores de cabeça com os produtos derivados do leite (sobretudo o queijo).

Update: recentemente deixei de tomar a pílula e as dores de cabeça desapareceram de vez :) (já o queria fazer há muito tempo, mas tinha sempre receio, afinal já a tomava há muitos anos. Não poderia estar mais feliz, libertei finalmente o meu corpo de químicos e aprendi a conhecer-me melhor!)




Como ser feliz

17 janeiro 2013




Ser feliz é uma escolha! Depende de nós! Todos podemos trabalhar esta capacidade e melhorá-la (e este ensinamento só o aprendi graças ao minimalismo).

Não é algo que nasce connosco, que chega com a cara-metade ou com a nossa família (se bem que isso ajuda muito!), que é oferecido quando compramos um computador, uma viagem, um smartphone, um carro, uma casa... A lista poderia continuar...

É algo que vem de dentro, que pode ser trabalhado, que depende da forma como vemos o mundo e como encaramos tudo aquilo que nos acontece...

Por isso, eu escolho ser feliz! E por isso altero o que for preciso na minha visão, para me sentir feliz, pois só depende de mim!

E como posso mudar a minha forma de ver o mundo?

Bem, há várias formas e podem ver muitas na imagem e nos links que partilho abaixo, mas quando li este post do Joshua Fields Millburn lembrei-me que podia aplicar aquilo que é proposto no post não só às coisas, mas à minha vida em geral.

Além de vivermos apenas com as nossas coisas favoritas, porque não fazermos apenas as nossas coisas favoritas, ou pelo menos garantir que durante um dia inteiro só nos dedicamos a essas coisas?

E foi assim que me lembrei do "Dia Favorito"!

E o que é isto do "Dia Favorito"?

Basicamente é escolher um dia por semana, em que vou:
  • Fazer aquilo que mais gosto e aquilo que me faz bem (e fazer quase nada ou muito pouco daquilo que não gosto)
  • Rodear-me das pessoas de quem mais gosto
  • Cozinhar/comer o meu prato favorito
  • Ouvir música que adoro e que mexe comigo
  • (...)
Já perceberam que o objectivo é adaptar esta ideia a tudo!
E chegará um dia para tudo isto?

Eu acho que sim! Vou registar tudo o que mais gosto e vou tentar viver o "Dia favorito". Se for fácil e correr bem, tento fazê-lo com mais frequência!

Outras ideias e factos sobre a felicidade:

5 coisas sobre a felicidade

Go slowly: como ser realista com o tempo

16 janeiro 2013

As “go slowly” são pequenas dicas que podemos implementar no nosso dia-a-dia que nos permitem viver de forma mais lenta, relaxada e feliz. Fazem-nos ver a vida de outra forma e ensinam-nos a valorizar as pequenas coisas. Vamos a mais uma dica?

O companheiro diz-me várias vezes que eu acho sempre que demoro menos tempo a fazer determinada coisa do que aquele que efectivamente demoro (e não é só o meu, outro dia li este artigo e matei-me a rir pois não sou a única!).

Não será preferível fazer ao contrário, achar que demoro 10 minutos e depois demorar apenas 5? Eu acho que sim e é isso mesmo que tenho tentado fazer!

O não ser realista em relação ao tempo é a vontade de querer fazer mais e mais rápido, de acompanhar esta sociedade que não pára.

Mas chega, vou abandonar o comboio. Quero ir a pé, quero caminhar devagar e quero achar que demoro sempre mais a fazer seja o que for. Se depois demorar menos, tenho uma agradável surpresa e posso usar o resto do tempo para outra coisa qualquer.

Assim, lentamente, vive-se mais o momento!

Como fazer:
  • Atribuir mais tempo a cada tarefa
  • Definir poucas tarefas para o dia
  • Definir tempo livre (para não fazer nada)
  • Fazer exercícios de relaxamento (respiração e alongamentos)
  • Fazer mais as coisas que me dão prazer e menos aquelas que não me agradam tanto
  • Levar a vida cada vez menos a sério (rir é mesmo o melhor remédio e de nós próprios ainda mais!)

Claro que no trabalho é mais complicado (pois muitos prazos não dependem de nós), mesmo assim acredito que se consiga fazer tudo com mais qualidade se o fizermos com mais calma.

Não sendo possível implementar no trabalho, temos muito com que treinar na nossa vida pessoal. Vamos a isso? Vamos concentrar-nos naquilo que podemos efectivamente mudar?




Quando for grande quero ser como a L.!

13 janeiro 2013

Adoro ouvir histórias inspiradoras, de pessoas que resolvem mudar tudo para abraçarem um novo estilo de vida: mais calmo, mais lento, longe das confusões da cidade, das correrias, da vida acelerada e longe daquilo "que é suposto".

Gosto de saber que há pessoas com coragem! Com vontade de mudar! Sem medo de arriscar! Sem medo de seguirem aquilo que para elas é o mais importante!

Gosto de pessoas assim mas ainda gosto muito mais quando são minhas amigas!

Querida L., quando crescer quero ser como tu! Quero ter a tua coragem e quero poder viver uma vida assim!

Obrigada querida amiga, desejo-te a maior sorte nesta nova fase da tua vida e também que te mantenhas por perto!


Panados de seitan

12 janeiro 2013

O segredo para uns panados saborosos está no tempero. O ideal é temperar no dia anterior, mas se isso não for possível pode temperar-se cerca de 2 horas antes.

Ingredientes:
  • Seitan (usei 1kg)
  • Molho de soja
  • Vários condimentos 
  • Sumo de limão
  • Farinha
  • Leite vegetal
  • Pão ralado
  • Óleo de côco ou de grainha de uva

1. Partir o seitan em fatias (se forem muitas grossas acho que ficam muito pesados, se forem muito finas o seitan pode partir-se sobretudo na altura em que estamos a passar pela farinha, pão ralado...)

2. Dispor as fatias num recipiente grande de forma a que todas fiquem bem temperadas (usei uma travessa)
3. Temperar com os condimentos preferidos. Eu usei: alho em pó, paprika, caril, gengibre, pimenta, cominhos, salsa, orégãos. Adicionar molho de soja (cerca de 3 colheres de sopa) e o sumo de um limão.


4. Inclinar ligeiramente a travessa para que os condimentos cheguem a todas as fatias

5. Colocar no frigorífico
Na altura em que vou cozinhar o seitan, uso 3 pratos: um para a farinha, outro para o leite vegetal e outro para o pão ralado e passo as fatias de seitan por cada um dos pratos por esta ordem.

Também é possível usar ovo em vez do leite/farinha.

Os panados podem ser feitos no forno ou fritos.

Esta quantidade deu para cerca de 25 panados e portanto, para várias refeições :)


Onde estou hoje...

O minimalismo e os outros

10 janeiro 2013


Como vivemos em sociedade, sabemos que mais cedo ou mais tarde, as nossas opções e gostos poderão ser criticados ou postos em causa. Não controlamos o que os outros fazem ou dizem e, por isso, nunca sabemos bem o que poderá sair dali (sobretudo se forem desconhecidos). Assim podemos apenas controlar a forma como nós reagimos, certo?

Já fui criticada e gozada por ser vegetariana diversas vezes e em diferentes contextos. Como podem imaginar não é nada fácil, sobretudo quando somos os únicos num determinado sítio com esta opção de vida, enquanto todos à nossa volta só nos querem atacar. Como esta foi uma opção de vida muito consciente e informada, sempre me senti segura para argumentar e explicar os benefícios. Mas acreditem que não é nada fácil, as pessoas conseguem ser mesmo muito mázinhas, mesmo quando é uma situação que em nada as afecta...
Por isso, quando abracei o minimalismo na minha vida, já estava preparada, caso tivesse que ouvir coisas menos positivas. Mas também sabia que é mais difícil os outros descobrirem que sou minimalista do que sou vegetariana, portanto os comentários iriam ser certamente muito menos.

Os outros em casa: como lidar com eles?
Quando descobri o minimalismo falei com o meu companheiro e contei-lhe sobre o que andava a ler. Ele também percebia que eu andava muito entusiasmada e por isso as conversas sobre o assunto surgiam naturalmente.

O companheiro tem muito de minimalista dentro dele, só que é um minimalismo diferente do meu. Pensa muito bem antes de fazer qualquer compra, dá primazia à qualidade em detrimento da quantidade, gosta de uma decoração extremamente minimalista dos espaços e prefere roupas o mais lisas possível (sem qualquer referência a marcas). Mas (e há sempre um mas) a partir do momento em que adquire alguma coisa ou algo lhe é oferecido, tem muita relutância em se livrar seja do que for. Ou porque gastou muito dinheiro ou porque afinal temos espaço e por isso pode estar lá em casa (que diferença faz se não dá trabalho a limpar, pois está arrumado? E contra este argumento confesso que não sei o que responder...). Não partilha da minha panca por arrumações e organizações e como já é uma pessoa naturalmente organizada (o que é muito bom!), só faz grandes arrumações em caso de necessidade extrema. Se está tudo arrumado, não vê necessidade de andar sempre a rever e a editar, como eu.

É por estas e por outras que eu deveria ter encontrado o minimalismo mais cedo, pois assim teria comprado muito menos coisas para a casa... Agora tenho que ficar com algumas delas, mesmo não sendo essa a minha vontade... E como fazemos nestes casos? Entramos em acordo, pois claro.
Por exemplo, de 6 peças, dou 2 e guardo as outras 4, ou o contrário. Como temos espaço para guardar, não vejo problema. Claro que se eu morasse sozinha, já não tinha nada nos armários, mas como não moro, não depende só de mim. Se fico a pensar nisso e se insisto várias vezes para nos livramos das coisas? Claro que não! As pessoas mais importantes para nós são muito mais importantes do que qualquer desejo minimalista, por isso não perco tempo a pensar nisso.

Há apenas um pequeno truque que fiz algumas vezes e com o qual até nos divertimos: quando achava que alguma coisa estava a mais, escondia-a. As reacções poderiam ser várias, uma vezes apercebia-se e dizia "Este espaço está muito melhor. O que fizeste?" e neste caso concordávamos em nos livrarmos do objecto; "Onde é que está o X?" e aí negociávamos o que fazer, se era para dar, guardar ou se tinha mesmo que ficar ali; outras vezes, simplesmente não se apercebia que faltava algo e passado algum tempo eu perguntava se achava que aquilo fazia falta.
Mas nem tudo correu às mil maravilhas! Inicialmente cometi alguns erros e caí na tentação de arrumar coisas que não eram minhas. Aprendi que não devo fazê-lo (afinal os erros são para isso mesmo, para aprendermos) e também aprendi que o exemplo que damos é muito importante. Há muita coisa que o meu companheiro pensa, faz e diz graças a mim e isso é o melhor de tudo isto.
Portanto preocupem-se só convosco e verão que rapidamente arranjam seguidores. O importante é cada um respeitar o espaço e opinião do outro.

Os outros - familiares, amigos e conhecidos: como lidar com eles?
Quando alguém vem a nossa casa é mais fácil perceberem que somos minimalistas. Claro que a maior parte das pessoas não dá o nome de minimalista, mas percebe que temos pouca coisa. Comentários como: "a tua casa parece estar vazia", "até parece que não mora aqui ninguém (isto não é só por haver pouca coisa, mas por estar tudo arrumado)"; "ainda estás a acabar de mobilar/decorar, não é?" e muitos mais. Agora rio-me porque sei o que é o minimalismo, porque me assumo totalmente como minimalista e porque quero continuar assim. Mas no início quando não me conhecia tão bem e nem sabia o que era isto do minimalismo (pois sempre gostei de ter pouca coisa lá no fundo no fundo), ficava triste. E claro, que estes comentários criavam a necessidade de comprar mais coisas para encher alguns espaços em casa, pois da próxima vez não queria ouvir os mesmos comentários. Por mais que digamos que não ligamos aos que os outros pensam, acabamos sempre por ligar, sobretudo se forem pessoas mais próximas. E se não tivermos determinadas defesas, então a influência é ainda maior.
Felizmente, agora tenho as minhas defesas e todos os objectos adicionados foram removidos da minha casa, um a um. Alguns ainda tenho, mas todos estão longe do contacto visual. Ficam tão bem escondidos.

E quando alguém se queixa que não tem tempo para nada? A minha vontade é logo começar a debitar tudo o que sei, mas temos que ter calma e não assustar ninguém. Costumo dar um ou dois conselhos e se me aperceber que a pessoa não está para aí virada, paro imediatamente e mudo de assunto.
Outras vezes, acabamos por nos surpreender e descobrimos que até temos um amigo minimalista (ou potencial minimalista), por termos ouvido determinado comentário. Então com esses aproveito para introduzir o assunto e trocar umas ideias. Quando isto acontece é óptimo! Temos um gémeo com quem conversar e partilhar ideias!

Infelizmente nem toda a gente está aberta a coisas diferentes do convencional. Estão habituadas a pensar de determinada forma e pensam e vivem de acordo com a sociedade em que estão inseridas. Também podemos abordá-las num momento em que não estão mesmos viradas para a mudança e então a coisa piora. Grande parte das vezes, as pessoas mudam porque algo despoletou essa mudança. Veja-se o caso da crise... Esta fez com que todos nós mudássemos alguns hábitos, já há muito enraizados. A mudança até pode ser muito positiva e agora estamos a adorar, mas teve que ser algo a despoletar essa mudança. Também há casos em que as pessoas resolvem mudar devido a determinada situação, mas quando a situação acabar, volta tudo ao mesmo.
Todos somos diferentes e temos vivências diferentes, por isso o importante é mesmo mantermos o respeito uns pelos outros. Quem não gostar, não ouve! Não é preciso criticar!

Enquanto isso, se não tivermos amigos ou familiares minimalistas, vamos mantendo o contacto com os que encontramos na blogosfera, aqui sim muito mais facilmente identificáveis.

Deixo aqui alguns testemunhos de outros bloggers sobre o assunto:

http://minimalismissimple.com/minimalist-living-with-a-non-minimalist-oh-boy

http://livinglagom.com/2012/09/24/living-with-a-non-minimalist

http://livinglagom.com/2012/07/30/how-to-love-a-non-minimalist/

http://www.minimalistathome.com/6-steps-to-living-peacefully-with-non-minimalists/

http://www.becomingminimalist.com/when-youre-a-minimalist-but-your-partner-isnt/

Arroz indiano


No outro dia queria fazer arroz de açafrão (gosto de dar cor ao arroz), mas apercebi-me que esta especiaria tinha acabado. Então lembrei-me que o caril também dá cor! Tive que inventar...

Os ingredientes que usei:
- Alho
- Cebola
- Azeite
- Arroz branco (usei agulha)
- Caril (se usarem pouco não fica nada picante)
- Sementes de chia
- Sementes de linhaça
- Sementes de girassol
- Sementes de sésamo
- Ervas secas (tomilho, orégãos e salsa)
- Sal


Refogar a cebola e o alho em azeite. Acrescentar a água (deixar ferver), o arroz e os condimentos. Deixar cozer conforme o tempo de cozedura do arroz e voilá. Um arroz cheio de cor, sabor e sementes (que tão bem fazem à saúde).

créditos imagem | https://pt.pinterest.com

Como cozinhar soja

09 janeiro 2013


A proteína texturizada de soja obtém-se a partir da soja, aquando da separação da farinha, óleo e fibra, até se tornar numa massa rugosa e seca (processo denominado extrusão termoplástica).

Há vários tipos de soja texturizada, mas os mais conhecidos são o granulado fino (tipo carne picada) e o granulado grosso (tipo biscoitos de cão, pelo menos é o que me fazem lembrar!).
A soja deve ser demolhada antes de cozinhar (para ficar com uma consistência mais esponjosa).
Dependendo da quantidade, uso recipientes maiores ou mais pequenos. Como ela vai crescer um pouco, o ideal é arranjarem um recipiente onde caiba o dobro da soja que colocaram.
No caso da soja fina basta demolhar 5 minutos (podem deixar mais tempo, este é o mínimo). Depois é só espremer bem para retirar a água (costumo usar um coador ou às vezes simplesmente as mãos) e está pronta a cozinhar. Uso este tipo de soja para fazer bolonhesa, recheio para rissóis (com um bocadinho de molho de tomate a imitar os rissóis de carne), almôndegas, hambúrgueres, croquetes...

Relativamente à soja grossa, há várias formas de a hidratar (pois esta demora mais tempo). Pode-se deixar de molho em água fria (1h pelo menos). Por vezes até coloco de molho no dia anterior para ficar bem fofinha. Quanto mais tempo estiver de molho, mais esponjosa e maior fica, mas há formas de acelerar este processo...

Quando tenho alguma pressa coloco em água quente e vou espremendo para que todos os pedaços absorvam bem a água. Quando tenho mesmo muita pressa (como podem ver há soluções para tudo), cozo-a (pode-se adicionar sal, assim mais tarde não precisamos de voltar a acrescentar). Basta cozer cerca de 10 minutos e fica pronta a usar noutros pratos (pois só cozida fica sem sabor...). Também aqui é necessário espremer para retirar a água. Espero que arrefeça um pouco e depois espremo ou, então, escorro para um coador e pressiono-a com uma colher.
Às vezes cozinho-a inteira, outras vezes costumo cortar, tipo desfiada. Além de render mais, fica óptima salteada, pois como os pedaços são mais pequenos fica rapidamente tostada. É nesta altura que adiciono vários condimentos para lhe dar mais sabor (cominhos, caril, gengibre, ervas diversas, paprika...). Caso não tenha adicionado sal na cozedura, é agora que o adiciono ou então molho de soja. Se acharem o molho de soja muito salgado misturem-no com um pouco de água (faço isso muitas vezes, é só colocar um pouco de molho de soja numa chávena e adicionar água, eles misturam-se sozinhos).
Nestes salteados, costumo usar legumes diversos, que começo a cozinhar antes de acrescentar a soja (mas também podem saltear só a soja). Acrescento a soja no final e em 5 minutos fica pronta. Se gostarem da soja mais tostada deixem mais tempo. Convém ir mexendo para não queimar.

Como podem ver, há 1001 formas de hidratar a soja e de a cozinhar também! Em algumas receitas, a soja é cozinhada antes com vários temperos e só depois se moldam os croquetes, hambúrgueres... Noutras receitas tempera-se a soja sem cozinhar, moldam-se os bolinhos e só depois se cozinha. Varia consoante a receita mas fica bom das duas formas.
Também podem adaptar quase todas as receitas tradicionais e usar soja. Por isso, se já costumam fazer uma determinada receita e se sabem como se cozinha a soja, é só adaptar! Faço muitas vezes strogonoff, soja à brás, soja com natas (tipo bacalhau com natas)...

Com o hábito também vamos aprendendo a descobrir o que mais gostamos. O importante é ir experimentando.
Ainda me lembro da altura em que comecei a cozinhar comida vegetariana (comecei pela soja curiosamente)... Eu lia e lia receitas e dicas, depois chegava ao supermercados e lia as instruções nas embalagens, mas nunca tinha a coragem para comprar, pois achava que não ia saber cozinhar (na altura só sabia cozinhar o básico e tinha aprendido a cozinhar há muito pouco tempo, portanto como podem imaginar o receio era enorme!).
Até que um dia enchi-me de coragem e peguei num pacote de soja fina. Resolvi fazer almôndegas (acho que fui logo escolher uma das receitas mais difíceis para quem se iniciou na cozinha há tão pouco tempo...). Não ficaram almôndegas, pois quando as coloquei no molho desfizeram-se! Mas ficou uma óptima bolonhesa de soja que comi com esparguete. Apesar de não ter saído como queria, a verdade é que o sabor ficou muito bom. Era mesmo isso que precisava para seguir em frente! Comecei a ler cada vez mais sobre o assunto e a experimentar mais receitas, até que decidi que já não voltava atrás. Na altura raramente comia carne (pois nunca gostei muito e só comia carnes brancas) e portanto só faltava deixar o resto. Foi assim que tudo começou!

Não é a minha intenção converter ninguém ao vegetarianismo/veganismo, até porque respeito as opções de cada um. Mas talvez se partilhar por aqui algumas dicas e receitas, consiga despertar o interesse por este tipo de comida, nem que seja só às vezes. Fazer uma refeição vegetariana ou duas por semana tem um impacto muito positivo no planeta, na nossa saúde e até na nossa carteira (a soja é um alimento muito económico). E também é uma forma de variar. Afinal quem não gosta de variar de vez em quando?

Update: fui reduzindo cada vez mais o consumo de soja, pelo menos esta soja granulada (que é demasiado processada). Considero que é versátil e é óptima para quem está a começar no vegetarianismo, mas há formas mais saudáveis de a consumir, como por exemplo, sob a forma de tofu, tempeh (alimento fermentado feito a partir do feijão de soja) e miso (pasta de feijões de soja e arroz ou cevada fermentados). 

Gosto!

08 janeiro 2013




Gosto de branco, de ler blogs que me inspiram, de conversar com a minha irmã, gosto de sentir o vento lá fora e de me preparar para sair para desfrutar da natureza, gosto de deixar comentários em blogs que adoro e agradecer a partilha aos seus autores.
Gosto dos dias grandes. Dos dias de sol. Mas também dos dias de chuva. Gosto de chá quente e de pão acabado de fazer.

Gosto de me sentir amada! De passar momentos ternos com a cara-metade :)

Gosto de me me sentir inspirada, de ter planos para o futuro (planos não, direcções!).

Gosto de conversar com a minha avó e de a fazer sentir feliz e querida. Gosto de conversar com pessoas com quem já não estou há muito tempo. Gosto mesmo de conversar! Gosto das pessoas!

Gosto cada vez mais da natureza e da energia que ela me transmite! Acredito que não é só no contacto com os outros que nos conhecemos melhor, o contacto com a natureza também nos permite alcançar essa descoberta interior...
Descobri que a natureza me permite estar em contacto com a minha parte espiritual (que eu tinha declarado como desaparecida há muito muito tempo) e isso é muito bom!


Quero continuar assim e aproveitar ao máximo cada momento!

Go slowly: o minimalismo no exercício

07 janeiro 2013

As “go slowly” são pequenas dicas que podemos implementar no nosso dia-a-dia que nos permitem viver de forma mais lenta, relaxada e feliz. Fazem-nos ver a vida de outra forma e ensinam-nos a valorizar as pequenas coisas. Vamos a mais uma dica?


Quando ia caminhar ou correr junto à praia era para mim impensável sair de casa sem música. Sentia-me desconfortável, se por exemplo a carga do iPod acabava a meio do caminho. Claro que se fosse acompanhada isso não acontecia, mas sozinha era algo que me custava...
Depois o iPod dava muito jeito porque tinha o Nike Plus e permitia-me ver a distância, as calorias gastas, etc.

Já, por diversas vezes, tinha lido sobre minimalismo no exercício e como precisamos de muito pouco: roupa e calçado confortável e sair de casa. Não precisamos de ginásio, de máquinas e outros aparelhos e também não precisamos de companhia. Só nós mesmos! Claro que eu concordava com quase tudo, mas a ideia de fazer exercício sem música ainda me parecia distante... Sempre gostei muito de ouvir música e sempre que andava a pé (deste miúda mesmo) lá andava eu de phones (1.º com o walkmen e depois com outros aparelhos mais pequenos e evoluídos).

Até que surgiu a oportunidade! Um dia fui correr sem iPod porque tive que o emprestar e não ia ficar sem praticar exercício só porque não tinha música, não é? Assim começou o primeiro de muitos e muitos dias...
Foi tão bom poder ouvir o mar! Senti-me mesmo estúpida... Pensei "Como é que não me lembrei disto antes?" Desde miúda que gosto de ouvir o mar mas insistia em não o ouvir enquanto corria junto dele! Até me ri sozinha na altura (não sei se alguém terá reparado...).

A ausência de música também nos permite estarmos mais atentos a outras coisas, como as pessoas, os seus risos e conversas, os animais, enfim tantas e tantas coisas!

Outra liberdade que senti foi não "ficar presa" aos quilómetros que fazia e calorias que perdia. Sinceramente quero lá saber! Faço a distância que me apetecer, com a intensidade que me apetecer e demoro o tempo que me apetecer! Afinal porque tenho que fazer X ou Y? Não sou atleta profissional, não vou participar em nenhuma prova, não tenho que melhorar aqui ou ali ou atingir o objectivo Z.

Corro e faço caminhadas porque gosto, porque me sinto bem e sobretudo, porque estou em contacto com a natureza. Isso para mim é o mais importante de tudo!

Quem se junta a mim nesta forma simples de praticar exercício?

créditos imagem | https://unsplash.com

Projecto 333 ou como usar menos roupa

06 janeiro 2013

Depois de ler este post da Rita e este do Joshua fiquei totalmente inspirada e resolvi ir mais longe! Já tinha lido imenso sobre este projecto e sigo o site theproject333.com mas nunca tinha tido coragem para seguir em frente.

Aquilo que descobri é que praticamente já uso as 33 peças só que tenho essas peças misturadas com outras 100? (pois não separo a roupa consoante as estações), o que não me faz tirar o devido proveito do que já faço. Comecei nesta onda de usar poucas peças há uns meses atrás, quando também aproveitei para comprar algumas peças totalmente lisas que consigo conjugar com quase tudo.

Resolvi então pôr mãos à obra! Fiz uma lista com as 33 peças como mandam as regras do projecto, mas resolvi para já não contar com o calçado e cachecóis/écharpes (esta parte ficará para uma 2ª fase mais radical). Bijutaria deixei praticamente de usar por isso também não vou contar. Pijamas, roupa de andar por casa e roupa para fazer exercício físico felizmente não contam e isso já fazia parte das regras (senão ia ser mesmo muito difícil!).

A ideia é usar estas 33 peças durante 3 meses (neste caso Janeiro, Fevereiro e Março). Em Março o tempo deve aquecer um pouco e posso trocar algumas peças. O mesmo acontece no caso de algo se estragar ou se já não me apetecer usar. O importante é mesmo manter o número: 33.
Daqui a 3 meses volto a fazer o mesmo!

Agarrei na lista e corri para o guarda-fatos. Tirei tudo lá de dentro e comecei a limpá-lo. Como o armário tem duas partes, resolvi dividi-lo: numa parte as 33 peças e na outra as restantes peças. Já imaginava o que iria acontecer... Aproveitei também para colocar mais algumas coisas na caixa do Dave.


A parte do armário com as 33 peças ficou muito clean (as duas gavetas onde tinha todas as t-shirts e as malhas ficaram praticamente vazias, pois apenas coloquei as peças da lista). A parte da direita ficou completamente a abarrotar! Sei que o caso já foi muito pior, pois tinha roupa em mais dois armários... Mesmo assim claro que não me agradou nada, mas sei que é precisamente esta sensação que me fará ir mais além e livrar-me de muito mais (por isso é que adoro sentir-me assim!). Ver as coisas em fotos então ajuda-me sempre imenso a mudar! A verdade é que tenho muito mais roupa de verão (eu tenho imensos vestidos!) do que de inverno e isso não ajuda nada... O calçado também não está como queria, mas isso ficará para mais tarde (ainda tenho que pensar numa solução para separar melhor o de inverno e o de verão...). Se tiverem sugestões são bem-vindas :) (tenho quase tudo em caixas pois não tenho nenhum armário onde possa guardar só calçado).

Aqui fica a lista:

Calças:
  1. calças pretas
  2. calças pretas
  3. calças ganga claras
  4. calças ganga escuras
Camisolas/t-shirts/blusas:
  1. t-shirt branca
  2. t-shirt preta
  3. t-shirt azul
  4. camisola preta
  5. camisola castanha
  6. blusa castanha
  7. blusa branca
  8. blusa bolinhas
Casacos/camisolas de malha:
  1. casaco castanho
  2. casaco preto
  3. casaco amarelo
  4. casaco verde
  5. casaco vermelho
  6. casaco losangos
  7. camisola castanha/roxa
Vestidos:
  1. vestido preto
  2. vestido preto
  3. vestido castanho
  4. vestido estampado
  5. vestido verde
  6. vestido cinzento
Saias:
  1. saia xadrez
  2. saia estampada
Casacos:
  1. kispo verde
  2. kispo preto
  3. casaco verde
Carteiras:
  1. carteira preta
  2. carteira castanha
  3. carteira bolinhas

E aqui fica uma animação com o resultado final (acho que se distingue bem a parte que tem roupa a mais!). A caixa em tecido tem todos os cachecóis/écharpes; cintos, luvas e pregadeiras e nisso não mexi (por enquanto).

Links da semana

04 janeiro 2013

Vamos olhar para as nossas coisas com outros olhos? Vamos "alugar" em vez de "comprar?

Trabalhar menos e passar mais tempo com aqueles que nos são queridos. Não é isso que todos nós queremos?

A gratidão é algo muito importante e algo a que me quero dedicar neste novo ano. Não sou a única.

Porque devemos simplificar em 2013.

A única resolução importante para 2013.

Projecto 333 - usar 33 peças em 3 meses - é desta que ganho coragem para participar! 
Vamos todos fazer uma grande limpeza ao nosso corpo? Eu gostei da ideia.

Flashbacks

03 janeiro 2013



Foi por volta de Setembro de 2011 que comecei a ler sobre minimalismo. Antes de passar da teoria à prárica, li mesmo muita coisa, pois este era um assunto totalmente desconhecido até então e queria seguir o caminho certo. Graças ao blog busywomanstripycat.blogspot.pt descobri imensos minimalistas e imensas coisas para ler (blogs, livros). Através de um blog ia descobrindo outro e mais outro...

Uns meses mais tarde dei início ao meu plano. Comecei pela roupa e foi aí que me livrei de mais coisas. Segui-se a cozinha, pois tinha imensa louça e utensílios que nunca tinha usado (sobretudo coisas oferecidas). Cerca de 3/4 meses depois, comecei mesmo a sentir as diferenças desta leveza e foi aí que comecei a escrever. Fui registando tudo aquilo que tinha feito ou queria fazer e também aquilo que sentia, não só sobre o minimalismo, mas sobre a vida em geral (acho mesmo importante termos um "diário", é óptimo não só para mais tarde recordar, mas também para verbalizarmos aquilo que sentimos).

Na altura, não tinha um blog nem senti a necessidade de criar um, pois queria registar coisas demasiado pessoais... Então aderi ao Evernote e comecei a escrever tudo e mais alguma coisa. Agora que tenho o blog lembrei-me de ir relembrando algumas coisas que na altura escrevi. Nem sempre tirei fotos a tudo como queria. A  vontade de destralhar era tanta que muitas vezes só me lembrava de tirar a foto do "Antes" quando o "Depois" já estava pronto!

Assim, estes posts serão os "Flashbacks" (uma pequena alusão ao Lost, uma das minhas séries favoritas).

Viver sem objectivos - Goal-free: um pequeno guia

02 janeiro 2013


Como alcançar o "goal-free"?

  • um dia de cada vez - não se pretende mudar completamente de um dia para o outro. Tal como no minimalismo, também quero que este hábito se forme de uma maneira gradual e sem pressas. Tenho que me concentrar no presente e dedicar-me todos os dias a fazer aquilo de que mais gosto 
  • encarar as “falhas” como aprendizagens - sempre que estiver a pensar no futuro/em planos/objectivos voltar a encaminhar a mente para o presente e enviar esse pensamento para o espaço 
  • encarar todas as mudanças e acontecimentos inesperados como oportunidades para crescer e para conhecer novas realidades/pessoas. Cultivar o pensamento positivo, SEMPRE! 
  • lembrar-me que o importante é viagem e não o destino 
  • partilhar esta filosofia de vida com as pessoas mais próximas e pedir-lhes ajuda/apoio 
  • continuar a ler sobre o assunto e aprofundar cada vez mais e mais 
  • lembrar-me que a qualquer altura posso mudar o meu rumo se não me sentir bem/feliz 
  • meditar todos os dias 
  • registar pequenas coisas que me fazem sentir bem e feliz
  • praticar o mindfulness sempre!

E assim de repente esta parece uma lista de objectivos! Mas não, são apenas linhas orientadoras, não tenho que seguir tudo à risca e nem tenho que me sentir mal se não conseguir cumprir alguma delas ou até várias. Registei este pequeno guia apenas para não me esquecer da direcção que quero seguir neste novo ano.

Este guia é apenas uma orientação. Quero ir ao sabor do vento e poder parar onde me apetecer.



Slow cleaning de manhã, speed cleaning à tarde

01 janeiro 2013

Nos últimos dias do ano dediquei-me às limpezas. Queria fazer uma limpeza mais a fundo, sobretudo na cozinha e esta pareceu-me a melhor altura, pois estive uns dias por casa.
Resolvi chamar a este tipo de limpeza "Slow cleaning" e baseei-me neste post do Leo.
É mesmo isto que quero começar a fazer mais, limpar sem pressas e apreciar realmente estas tarefas, pois afinal eu gosto mesmo de limpar e arrumar.

Então, no penúltimo dia do ano, de manhã, consegui limpar a cozinha calmamente. O Beethoven acompanhou-me e soube mesmo bem! Fiz tudo nas calmas e sempre atenta aos pormenores. Aproveitei para retirar quase tudo dos armários e para destralhar um pouco. Acessórios que não uso não vale mesmo a pena manter (livrei-me de 6 coisas). Algumas das coisas coloquei num saco para dar, outras foram para a reciclagem.

Almocei um pouco tarde e no final de almoço já não tive o tempo que queria para arrumar e portanto tive que fazer speed cleaning. Foi um speed cleaning mais demorado comparativamente com o costume, mas não foi slow como de manhã. Gostava de ter feito o mesmo que fiz na cozinha com o resto da casa, mas não foi possível. Então foquei-me no essencial e dediquei-me ao meu guarda-roupa, onde dei roupa e acessórios. Algumas peças, coloquei numa caixa à qual chamo "a caixa do Dave" (baseada no método de destralhamento de Dave; daqui a uns tempos vejo se senti a falta de alguma das coisas e baseando-me nisso decido o que fazer). Como fiquei com mais espaço, aproveitei para reorganizar algumas coisas. 
Mesmo assim a roupa ainda é tanta! Às vezes fico vontade de me livrar de quase tudo! Mas também penso que assim não preciso de comprar roupa tão cedo e isso é bom! (até nisto sei que é preciso ir com calma...).

Seguiram-se os WCs onde também consegui livrar-me de algumas coisinhas para dar e para o lixo. Usei pela primeira vez bicarbonato de sódio para limpar e gostei mesmo do resultado. Outra das minhas aliadas foi a escova de dentes, que é óptima para chegar a todo o lado! (quando as escovas de dentes ficam velhas, em vez de deitar fora guardo-as para as limpezas).

Bem, só posso concluir que fiquei mesmo muito feliz comigo, pois vi que consegui fazer tudo slowly (o que há uns tempos atrás era de todo impossível). Nada melhor do que acabar assim o ano: relaxada, calma e numa casa organizada e fresquinha.