Poderia ter sido eu a escrever estas palavras

16 outubro 2017


Poderia ter sido eu a escrever esta bonita (e tão verdadeira) crónica, mas não fui. Obrigada Estefânia. O resto aqui.

"E, um dia, acordamos e pensamos que a vida não tem sido mais que uma vagarosa sucessão de dias: dias que decorrem lentamente à espera de um “ser feliz” que não acontece. Percebemos que a vida se está a tornar rapidamente insípida e sem cor. Percebemos que não sabemos bem quem somos — nem quem fomos. Não sabemos para onde vamos. E é nesse momento em que acordamos para a realidade que percebemos que parar é essencial. Parar para pensar, parar para analisar, parar para fazer o balanço do que tem sido a nossa vida, parar para nos encontrarmos ou, quem sabe, reencontrarmo-nos."

créditos imagem | https://unsplash.com

Saber parar

28 setembro 2017


"é o momento de parar, de virar a ampulheta ao contrário e (só depois) voltar a pôr a vida a andar. é o momento de não duvidar que a força vai chegar, que este mar que trazemos nos olhos vai ajudar a curar. é o momento de não duvidar que o coração vai voltar a acreditar, que a fé nos vai resgatar.
porque em todo o caos, em toda a tormenta, em todos os caminhos confusos haverá sempre uma pequena esperança a que nos podemos agarrar. e o coração a bater, pronto para o que a vida trouxer, é a maior prova de que no mundo nem tudo é a perder."

Destralhar como forma de Des-Coberta

25 agosto 2017

Será que o processo de Destralhar nos permite Des-Cobrir quem somos? 😊

A ligação pode parecer estranha ao início, mas a verdade é que as nossas tralhas dizem muito sobre nós.

E não são apenas tralhas físicas, os compromissos, os hobbies, as relações que nos fazem mal... são tralhas que ocupam espaço na nossa mente e no nosso coração e nos impedem de vivermos outras coisas.

E então como podemos iniciar este processo?

Através da Academia de Descoberta Pessoal da Sofia, onde eu irei dar um dos módulos.
Funcionará em modo totalmente online, portanto cada um participará no horário que lhe for mais conveniente. Apenas irão assistir às quartas-feiras a uma sessão live online, em que serão respondidas todas as vossas dúvidas. Esta sessão acontecerá no grupo fechado de facebook da Academia e será efectuada pela Sofia, à excepção deste módulo, em que serei eu a responsável pela sessão.

No vídeo explico tudo isto, mas a Academia tem início em Setembro e termina em Novembro. Podes inscrever-te apenas num mês, consoante os temas que achares mais interessantes, ou no trimestre. Caso te inscrevas no trimestre tens direito a este módulo bónus, dado por mim.

Um módulo com exercícios potentes que nos ajudarão a Des-Cobrir quem somos através de processos de Destralhar.

As inscrições fecham já na próxima semana! Gostava muito que me acompanhasses nesta aventura!

Se quiseres saber mais, espreita o vídeo:



Toda a informação sobre a academia aqui: https://sofiadeassuncao.com/academia-des-coberta-pessoal/

Agradecer ao querido mês de Julho

16 agosto 2017

O mês de Julho foi ma-ra-vi-lho-so!!

No dia 15, tivemos o evento na biovilla que foi lindo e penso nele até hoje. Incrível como conseguimos juntar cerca de 300 pessoas em torno deste movimento que é o zero waste. Confesso que adoraria repetir por outros sítios do país.



Estive de férias no meu querido Alentejo que adoro como sempre!


Deixei o Alentejo e fui só ali a Lisboa.
No dia 19 de Julho, foi a vez da Maria Granel. Adoro esta loja desde o 1.º momento em que abriu! Sempre "invejei" as lojas a granel estrangeiras e mal sabia que íamos ter uma assim no nosso país. Felizmente desde a abertura da Maria Granel (Novembro de 2015), muitas lojas a granel têm aberto em Portugal.
Foi óptimo voltar à loja e conhecer algumas pessoas com quem só me cruzo pelas redes sociais. Fui muito bem recebida pela Eunice e por toda a equipa e, claro, por todos os que estiveram presentes na conversa.
Para quem não esteve presente podem ver o vídeo na página Zero Waste Portugal.




No dia 22, foi a vez da Toca do Granel, o meu local predilecto para fazer compras a granel no Porto.
Começamos com um workshop sobre Desperdício Zero, em que falei da Bea Johnson e de como tudo começou. Depois foi tempo de partilhar as minhas dicas.

A seguir, falamos de desperdício têxtil, da indústria do fast fashion e de upcycling. Este workshop afinal foi também realizado por mim, pois a Ana Coelho da Circular Economy teve um imprevisto e não pode estar presente!

Obrigada à Lanne pela foto


É incrível, como andamos sempre a correr e nos esquecemos de agradecer.
Sei que o blog se chama "Ana, Go Slowly", mas ultimamente, a minha vida tem sido tudo menos slow. Foi a única forma que encontrei de conciliar as minhas paixões, com a minha vida e o meu trabalho. Sei que é uma fase e estou a fazer tudo por tudo para abrandar e colocar tudo em ordem.
Nestes últimos meses, a minha casa e a minha vida têm sido tudo, menos minimalistas. E não há problema nenhum com isso. Não devemos ser demasiado duros connosco.

Preciso de voltar a colocar tudo em ordem e de destralhar: todas as divisões da minha casa, a minha roupa, a minha agenda e a minha mente.

Estou a elaborar um plano para o fazer nas próximas semanas. Quem me acompanha? Querem vídeos no instagram? Posts no blog? Como preferem?

Desperdício Zero - Um dia dedicado à sustentabilidade - 15 de Julho 2017

10 julho 2017


Partilho convosco o 1.º evento em Portugal, inteiramente dedicado ao Desperdícizo Zero, que estou a organizar com a minha amiga Inês.

A ideia só começou a ser cozinhada a 13 de Junho, portanto há menos de 1 mês! Tem sido uma verdadeira aventura (quem me manda ter ideias destas?) mas estou a adorar cada minuto, apesar das noites mal dormidas e da casa completamente de pernas para o ar! Confesso que me sinto tudo menos minimalista neste momento, mas a vida é mesmo assim, com fases e momentos em que temos imensas ideias e projectos.

Então cá vão mais informações sobre o evento (ajudem-nos a divulgar)! Segue o link do evento no facebook.

Entrada: donativo livre
Todos os Workshops/oficinas são gratuitos

O nosso PROGRAMA para dia 15 de Julho (em actualização):

12h00-18h00 Mercado de produtos sustentáveis e comida vegetariana

Também teremos música ao longo de todo o evento (mais informação em breve)

  • 14h00-15h00 Apresentação do livro Re-Use de Zélia Évora, com a participação da autora e um upcycling ao vivo, pela mesma.
  • 15h00-16h00 Conversa Desperdício Zero com Joana Tadeu (A Montra / The Window) e Ana Milhazes Martins (Ana, Go Slowly e embaixadora do movimento Lixo Zero Portugal)
  • 15h00-17h00 Café Conserto (traga os seus pequenos electrodomésticos avariados, as suas roupas por remendar, o Café Conserto dá-lhe apoio e entreajuda)
  • 16h00-16h30 Conversa com a Eunice, fundadora da Maria Granel
  • 17h00-18h00 Showcooking//Masterclass com Inês David do livro “Como assim Vegan?”

Para participações no evento ou qualquer outra questão contactar: lixozeroportugal@gmail.com

Será um dia inteiramente dedicado à sustentabilidade com oficinas/worshops, conversas, mercado de produtos sustentáveis (incluindo cosmética, vestuário, acessórios e muito mais) e também uma área de street food.
Queremos apoiar os pequenos produtores nacionais, regionais e locais que promovam a adopção de hábitos de consumo que protejam e valorizem o Ambiente.

Temos a certeza que será um dia maravilhoso, cheio de partilha e troca de ideias entre visitantes e participantes, de pequenos a graúdos, onde todos contribuiremos para um mundo melhor.
Poderão ainda fazer uma visita pela biovilla e ficar a conhecer todos os espaços.

A entrada no evento (para os visitantes) será por donativo livre e todos os workshops/oficinas serão gratuitos.
Os donativos serão um contributo para o projecto biovilla como agradecimento pela cedência de espaço e condições oferecidas.

Juntem-se ao movimento levando a vossa garrafa/copo reutilizável e guardanapos de tecido.
Para as compras do mercado levem os vossos sacos reutilizáveis
Ajudem-nos a criar um mundo mais sustentável.

Numa altura em que assistimos a um consumo desenfreado, onde quase tudo é descartável e se torna mais barato comprar novo do que consertar o antigo, em que o aquecimento global é uma realidade que já não podemos ignorar, torna-se premente a mudança de alguns dos nossos hábitos.

A solução passa por colocar em prática 5 erres:

  1. Refuse - Recusar aquilo que não necessitamos
  2. Reduce - Reduzir o que necessitamos
  3. Reuse - Reutilizar aquilo que consumimos
  4. Recycle - Reciclar aquilo que não conseguimos recusar, reduzir ou reutilizar. Se tiver de adquirir um produto novo, escolha vidro, metal ou cartão. Evite plástico
  5. Rot - Fazer compostagem

Organização:
Lixo Zero Portugal: Comunidade de entreajuda, inspirada no estilo de vida de Bea Johnson “desperdício zero” que acredita que a grande mudança está nos pequenos passos que cada um começa em sua casa. Um grupo de partilhas, trocas de ideias e de apoio incondicional em prol de uma causa maior: um mundo mais sustentável!

biovilla: Espaço de inovação, de experimentação e de união para a Sustentabilidade procurando na ilimitada criatividade humana soluções e alternativas para os maiores desafios actuais da humanidade.


Para qualquer esclarecimento contactar a Organização:
Lixo Zero Portugal - lixozeroportugal@gmail.com

Desafio Julho sem plástico

02 julho 2017


Chegou um novo mês e com ele um excelente desafio: um mês inteirinho sem plástico!
Parece difícil? Sim, mas não é impossível!

Além disso, o grande objectivo é reduzir o uso de plástico e ter isso em mente todos os dias, mundando os nossos hábitos.

Com a correria do dia-a-dia muitas vezes não reflectimos sobre os nossos hábitos, vivendo simplesmente em modo automático. Estes desafios pretendem fazer-nos pensar e mudar pequenas coisas, mas que na realidade fazem toda a diferença para o nosso planeta.


Sabiam que se estima que em 2050 existirão mais plásticos no oceano do que peixes?

E que já há microplásticos em três marcas de sal vendidas em Portugal?


Durante este mês partilharei aqui várias dicas simples que já faço e que nos permitem evitar o uso de plástico.

Quem me acompanha desse lado?

Divisão de tarefas domésticas

23 junho 2017


Suculenta da maravilhosa loja Mia Luzia

Durante muitos anos fui a fada do lar, aliás tenho a mania que sou fada do lar desde que me conheço.
Sempre adorei fazer limpezas e organizar armários. Fazia isso desde miúda, não só em minha casa, mas também em casa da minha avó, tios, primos... Enfim, oferecia os meus serviços de limpeza a toda a gente!

Durante os tempos da universidade, vivi fora de casa e portanto tivemos que dividir as tarefas entre todas. Escusado será dizer que eu adorava fazer as minhas e às vezes fazia também as das minhas amigas porque adorava! Eu própria me voluntariava para as fazer. Até quando já era vegetariana cozinhava pratos para os outros (como era no início não me importava, hoje em dia confesso que seria incapaz). Portanto, era uma pessoa impecável, sempre disposta a ajudar, em prol da limpeza.

Quando eu e o meu marido começamos a viver juntos, era igual. Ele não mexia em nada (tirando as coisas específicas dele obviamente) porque eu não queria, eu gostava mesmo de fazer, não era trabalho... Claro que não era a ocupação mais relaxante do mundo, não funcionava propriamente como terapia, até porque eu era um pouco maníaca com as limpezas e arrumações e tinha que estar tudo impecável. Passava fins-de-semana inteiros a limpar e organizar.

No final de 2011 comecei a ler sobre um estilo de vida chamado "Minimalismo". Fiquei fascinada com a ideia de ter pouca coisa para limpar e manter. Nessa altura já tinha percebido que ser uma maníaca das limpezas me estava a fazer muito mal. Em vez de usar os fins-de-semana para descansar e me divertir, estava a ocupá-los com limpezas completas à minha casa!

Acho que estava tão habituada a estas rotinas que me esqueci completamente de questionar "Faz sentido ter tanta coisa para limpar, arrumar e organizar?" "Faz sentido ocupar o meu tempo assim aos fins-de-semana em vez de me divertir e passear?" "Faz sentido comprar ainda mais coisas que irão ocupar mais espaço em casa e dar mais trabalho a manter?" "Sou feliz assim ou poderia ser mais?". 
Com a correria do dia-a-dia, com as 1001 tarefas que dava a mim mesma não tinha tempo de reflectir, de questionar. O minimalismo veio dar-me um abanão e acordar-me!

Livrei-me de tanta tanta coisa. Depois da tralha, vieram os compromissos, hábitos menos saudáveis, as 1001 tarefas que fazia em casa, algumas pessoas... Foi uma verdadeira transformação!

Pelo meio fui deixando esta ideia de que tudo tem que ser perfeito, de que tudo tem que estar impecavelmente limpo e até houve alturas em que cheguei a extremos: tudo por limpar e arrumar em casa. Mas sinceramente precisei disso até me encontrar no meio termo. Não tem mal nenhum deixarmos as coisas por fazer em casa, ninguém morre por causa disso, há coisas muito mais importantes. Então devemos deixar de nos cobrar por causa disso e de sermos tão exigente connosco próprios. Somos nós muitas vezes que impomos determinadas regras e determinados prazos, mais ninguém. E para quê? Será que vamos ganhar alguma medalha?

Após 32 anos de vida, 5 anos de vida universitária com partilha de casa, 7 anos a partilhar casa com o meu marido, resolvi comprar um quadro e fazer uma divisão de tarefas. Afinal estamos sempre a tempo de mudar!



Tinhamos uma tv na cozinha que raramente era usada. Então resolvi tirá-la da parede e colocar um quadro de xisto. 
Registei as tarefas diárias e semanais e tentei dividir metade/metade. Devo confessar-vos que foi um exercício dificílimo para mim pois quero sempre fazer tudo! Mas consegui!

Um mês depois desta divisão de tarefas posso dizer-vos que o meu marido se tem portado melhor do que eu até, pelo menos ao fim-de-semana. Durante a semana eu tenho mais tarefas do que ele, mas ao fim-de-semana ele faz praticamente tudo. Então para mim é optimo, pois o meu grande dilema é que não queria ocupar os fins-de-semana com tarefas domésticas, queria descansar, meditar, dedicar-me ao blog. Com ele é diferente, pois prefere exactamente o contrário, descansar diariamente e fazer as tarefas ao fim-de-semana. Foi tentando encontrar este equilíbrio que dividi as tarefas!
Esta divisão foi também muita boa para mim pois já não caio na tentação de fazer as tarefas que não são minhas. 

O que conseguimos com este desafio?
Mais compreensão, interajuda e menos discussões. Já não há aquela ideia do "Tenho que fazer tudo e ele não me ajuda nada". Fazemos os dois e pronto. Não perdemos tempo a decidir quem faz nem a pedir. E mais engraçado, às vezes tentamos ver quem acaba as suas tarefas primeiro!

Então e de onde veio a inspiração para esta divisão de tarefas?
Na realidade já queria implementar algo assim há muito tempo, mas ia adiando!
Foi este post da Cláudia do Officinalis que me inspirou!

E vocês como fazem? Querem partilhar dicas?